quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Congresso Nacional.........Prostituição e poder

UM MERGULHO NA PROTITUIÇÃO EM BRÁSILIA
Reportagem da revista meiaum e do Brasília 247 revela os meandros do comércio sexual no coração do poder
04 de Agosto de 2011 às 17:54
Rafania Almeida – Políticos gostam de holofotes, de aparecer. Nem sempre. Também atuam por trás das cortinas, no escuro, debaixo dos lençóis. Em casas noturnas, flats, apartamentos funcionais e até no local de trabalho. Pagando por isso, claro. Como fazem homens em geral, independentemente da atividade profissional, dirão. E especialmente quando têm dinheiro e poder. Por que deputados e senadores seriam diferentes?
O problema é que o negócio da prostituição corre solto nos prédios do Congresso Nacional. Em corredores, gabinetes e às vezes no plenário, garotas insinuantes se oferecem, são agenciadas por cafetões de terno e gravata e cortejadas aberta ou discretamente por algumas de Suas Excelências. Não há liturgia do poder que resista.
O mais grave é que algumas são pagas com o dinheiro público, contratadas por parlamentares para “trabalhar” em seus gabinetes. Mas nos gabinetes não trabalham, naturalmente. Passam todos os dias pelo Congresso só para bater o ponto e receber horas extras. As tarefas que executam são fora do expediente.
A meiaum passou três semanas no Congresso conversando e observando. Garotas de programa só para VIPs abriram suas “caixas de pandora” e revelaram como trabalham. Contaram preferências de políticos que conheceram nos dias de sessões e nas noites de prazer. Agenciadores também falaram sobre suas atividades e tentaram recrutar a repórter.
Jovens que acabaram de chegar à maioridade têm rendimento mensal de dar inveja a marajás. Algumas garotas são bilíngues, moram em bairros nobres, têm o corpo aperfeiçoado por dispendiosas cirurgias estéticas e roupas de grife, geralmente presentes de clientes. “Se os políticos fizerem greve, as putas de Brasília quebram as pernas”, afirma uma delas.
I Evangélico e solteiro procura
Cabelos negros, compridos e olhos marcados pela maquiagem exagerada. A beleza não é de chamar a atenção. Por isso ela usa as roupas justas, muito apertadas na região da paixão nacional, em cores fortes. Quase todos têm histórias dela para contar.
Seu trabalho é coletar assinaturas de deputados em projetos de lei. Há muitas meninas fazendo isso nos corredores da Câmara. Ela faz há dez anos, mas não se limita às assinaturas. Não faz cerimônia. Chama muitos parlamentares pelo primeiro nome, com intimidade.
Distancia-se para conversar com um deputado, a jornalista espera. Volta e é clara: “Você precisa ser simpática. Sorria. O deputado gostou de você. Vou arrumar uma ‘matéria’ com ele para você”.
Ela estava se recusando a dar entrevista e não queria falar nem quanto ganha (“menos de R$ 3 mil”, cedeu). Só aceitou conversar quando o deputado lhe perguntou quem era a moça com quem falava. “Ele mandou dizer que é da bancada evangélica e é solteiro”, cochichou. “Não seja boba! Ele te traz pra cá, para o gabinete dele.” Quando o deputado evangélico e solteiro volta, faz questão de apresentá-lo. Ressalta os olhos claros do homem de 46 anos, 20 a mais que a jornalista, e seu alto poder aquisitivo. Salienta que era ela a responsável pela apresentação, enquanto ele conferia o “produto”.
Ele foi embora e ela repetia que mandaria a jornalista ao gabinete dele, garantindo que poderia “contar” com ela. Foi quando se sentiu à vontade para revelar que um deputado pagou sua faculdade de Direito, mas ela desistiu na metade. “Fazer Direito para quê? Ficar enfiada em uma salinha? Eu amo colher assinaturas. Amo os parlamentares. Quero fazer isso pelo resto da minha vida.” E contou que comprou um apartamento de R$ 200 mil no Guará, valor que não cabe nos R$ 3 mil que diz receber.
Um homem observou a movimentação e aproximou-se: “Ela ganha muito mais por fora. Já saiu com deputados. Mas está mais para agenciadora do que agenciada. Se quiser, te consigo uma vaga aqui e você vai parar rapidinho em um gabinete”. Fez a mesma recomendação que a moça da roupa de cores fortes. “É só ser mais simpática e fazer o que pedem. Pode ser amante, mas não precisa ser fixa.”
Um bom desempenho poderia render à jornalista até R$ 10 mil por mês, segundo o rapaz.
II O charme das assinaturas
Belas e ousadas. Esse é o perfil das garotas das assinaturas da Câmara. O objetivo é conseguir pelo menos 171 assinaturas para um projeto. Em meio às garotas é possível encontrar poucos homens, e há duas ou três senhoras que já estão lá há anos na função. Poucas meninas não chamam a atenção pela aparência. Nem todas vão além do recolhimento de assinaturas, mas não são poucas as que buscam mais do que isso.
Uma delas, de pernas grossas e quadril abundante, se destaca pelo tamanho do vestido. A jaqueta jeans esconde um pouco, mas nada desmerece as curvas da pequena moça em cima de seu salto 15 cm. Alguns disfarçam, enquanto outros quase quebram o pescoço para conferir o corpo dessa e o de outras meninas. Há parlamentares que nem assinam, mas fazem questão de dar uma paradinha para cumprimentá-las. A simpatia é mesmo arma de trabalho, às vezes exacerbada.
As moças não trabalham todos os dias, apenas em dias de sessão, de terça a quinta-feira. É no banheiro do corredor das lideranças que abrem o bico sobre suas aventuras políticas. “Aquele velho me levou para a tal festinha, como é pegajoso!”, revela uma delas, aos risos. Outra dá dicas para aguentar, pois os “presentes valem a pena”. Contam detalhes sórdidos sobre as atitudes de Suas Excelências, mas sem deixar escapar demais e se queimar no meio. Outra admite: “Eu adoro as festinhas. Vou a todas”.
O colega, homem, em desvantagem na corrida pelas assinaturas, aproveita a ausência das meninas para revelar segredos: “Aquela ali mesmo era ninguém aqui. Andava de jeans e camiseta. Hoje posa em cima do salto e vestidinho brilhante, contratada pelo gabinete de um deputado”. Diz que já viu meninas que ganhavam R$ 3 mil sem nenhum contrato com a Casa receberem bônus de até R$ 15 mil. “Deputado não mede esforços para conseguir o que quer, se é que você me entende”, conta o rapaz. “Você não tem vontade de colher assinaturas também? Tem gente aqui que ia gostar de você”, pergunta, no intuito de também ganhar um por fora.
III O ponto das mexericas
São 19 horas de terça-feira. O movimento nos Anexos II e IV da Câmara aumenta consideravelmente. É hora de bater o ponto. Pessoas chegam com filhos vindos da escola, vestindo moletom ou roupa de academia, para não perder as horas extras. As meninas se destacam. Há as que chegam de chinelo, correndo para não perder o horário, outras com os cabelos molhados, roupa justa. Entram e não demoram cinco minutos para se afastar. Têm de ser discretas. As mais espertas entram pela parte de trás do Anexo IV e pegam carona na parte da frente. Assim, fica mais difícil desconfiarem da maracutaia.
No dia seguinte, a jovem dos cabelos molhados chega religiosamente no mesmo horário. Dessa vez um pouco mais calma. Entra, volta poucos minutos depois e fica sentada no fundo do prédio. Acende um cigarro, lancha, conversa com um comerciante que fica por ali. Em dia de sessão extra, é preciso ficar pelo menos até as 20h30 para ganhar um adicional no fim do mês.
Os motoristas das autoridades as apelidaram de mexericas. Recebem uma grana, têm crachá, batem ponto e estão na lista de funcionários, mas trabalho que é bom, nada. A não ser que prestem serviço fora da Casa. “No Anexo IV é mais fácil burlar, no II o serviço é técnico e tem gente de olho”, diz um funcionário há 15 anos lá.
Um homem apontado como agenciador de garotas aperta os olhos e reduz o volume da voz para falar: “Cada deputado tem R$ 60 mil para fazer nomeações. Pode chamar quem quiser, inclusive as amantes. Sai mais barato pagar uma garota pra não vir trabalhar do que ter gasto dobrado, não é?” Para ele, bobos são os que se satisfazem com R$ 1 mil mais transporte e alimentação para virarem laranjas. “Elas, não. Ganham muito bem, têm status de funcionárias da Casa e nem ficam aqui. Podem trabalhar por fora.” E finaliza: “Tá interessada?”
IV Esforço que compensa
As duas moças têm beleza e grande poder de sedução. Fazem sucesso no Congresso. A mais famosa é uma loira que já ganhou de jantares românticos nos restaurantes mais caros da cidade a propostas de programa com direito a voo de jatinho. Contratada pela Câmara, desfila pelos corredores com sua beleza estonteante, que deixa até outras mulheres babando. É concorrente forte.
Apaixonados sem cacife para passar uma noite com a moça dizem que ela já foi mais humilde. “Cobrava R$ 700, mas, depois de desfilar com o mais cotado dos parlamentares e o maior fã de garotas de programa, já pede R$ 1.200 por uma noite.” Apesar de trabalhar para outras pessoas, escolheu seu preferido e costuma passear com ele pelos corredores da Câmara. Ela é o biótipo de que ele gosta, por isso tem o privilégio de ser a garota eleita. “Ela é tão encantadora que tem homem sofrendo de amor, pagando presentes caríssimos para conquistá-la, mas ela prefere o dinheiro e só satisfaz aqueles dispostos a pagar-lhe”, revolta-se um admirador.
A outra não mediu esforços para fazer contatos no Congresso e conseguir uma carteira de clientes de respeito e contas bancárias milionárias. A espertinha conseguiu crachá falso que lhe dava acesso ao plenário, onde podia fazer, literalmente, o corpo a corpo com os deputados. Certa vez, armou uma confusão e foi barrada pelos seguranças, que descobriram a falcatrua do crachá.
E quem disse que isso a impediu de conquistar seu objetivo? Já havia tido o tempo necessário de fazer “amizade” com parlamentares e garantir um lugar ao lado deles no elevador de autoridades, onde não importa o crachá, mas o poder do deputado ou do senador. Segurança algum ousa levantar a voz para ela. Fez, aconteceu e conseguiu uma vaga no Senado. Trabalhava no cerimonial, mas foi demitida pelos sucessivos barracos que aprontava. Foi indicada para trabalhar na Procuradoria-Geral da República, onde passava apenas para deixar a bolsa e voltar ao Congresso para dar duro. Bastaram os três meses de experiência para ser demitida e voltar ao Senado, no emprego em que está até hoje.
E ainda aproveita para fazer propaganda do negócio que mantém fora, com serviços que custam R$ 1.200 por noite.
V A calcinha vermelha
A noite brasiliense é um paraíso para as aventuras de políticos. Os lugares favoritos são a casa de shows Pathernon, no Setor de Indústrias Gráficas, e a boate do Hotel Bonaparte, na Asa Sul. Abrigam as jovens mais bonitas e mais caras e os ambientes mais discretos. Seguranças, motoristas e assessores figuram como amigos, para que ninguém desconfie de nada. Elas comem e bebem do bom e do melhor por conta de Suas Excelências.
“Sempre me alimento melhor quando o cliente é político. Eles querem mostrar que podem e nisso não economizam.” Miriam é encantada por eles. Na cama da menina de 18 anos, eles se transformam em pessoas carinhosas, preocupadas, atenciosas: “Está com frio? Eu cuido de você”. Se é governador então, melhor ainda, ela diz. Ela não se esquece do prefeito mineiro que atendeu durante uma das marchas dos prefeitos. “Ele continua me ligando, mesmo não estando aqui.”
Diz que o dinheiro dos políticos garantirá a ela, em breve, um apartamento no Sudoeste. Por hora, preocupa-se apenas em se manter bonita e pagar o aluguel de R$ 2 mil do flat no bairro nobre. Em julho, nas férias, aceita fazer programa com pessoas de menor poder aquisitivo. Cobra R$ 400 a hora, dependendo do tipo de trabalho. “É apenas para manter o meu padrão de vida, mas eu gosto mesmo é quando o Congresso está funcionando. Ganho muito mais.”
Sem os políticos, diz, “as putas da cidade quebram as pernas”. Foi com um deputado nordestino que teve uma de suas noites mais inusitadas. Achou que a calcinha vermelha rendada que ele tirou do bolso do paletó era presente para ela. Ainda agradecia quando o deputado deixou-a boquiaberta: ele se despiu e vestiu a lingerie. “Ele desfilava pelo quarto como uma lady. Andava na ponta dos pés, sorria, parecia uma miss.”
Enquanto ela sorria discretamente e o elogiava, descobriu que seu papel naquela madrugada não seria o da menina inocente e sedutora, mas o do homem da relação. Depois disso, nunca mais o viu.
VI A gaveta das notas de R$ 100
Mesmo recebendo R$ 26 mil por mês, fora verbas indenizatórias, há parlamentares que pechincham muito ao negociar com as garotas de programa da cidade.
Viviane, loira de seios naturalmente fartos, não aceitou barganhar com dois deles, que pediram que ela e a amiga baixassem o preço do programa no apartamento funcional. “Nunca faria isso. Deveriam é pagar melhor. Eles roubam dinheiro do povo, incluindo o meu, e não perderia a oportunidade de tirar uma boa verba deles.” Viviane os conheceu em um famoso restaurante da Asa Sul. A sofisticação dela chamou a atenção dos dois parlamentares. Ela bebia um uísque Jack Daniel’s quando foi abordada. Disse que sairia com as duas excelências se eles estivessem dispostos a pagar. Eles aceitaram, mas só reclamaram do preço no encerramento dos trabalhos.
A loira prefere sair com altos funcionários do governo. Foi com eles que conheceu uma mansão no Lago Sul, com piso de mármore Carrara e um quarto com uma gaveta de mais de um metro de comprimento, de onde um dos clientes tirava notas e mais notas de R$ 100 para impressioná-la. O grande trunfo da jovem de 24 anos, que chega a ganhar R$ 30 mil por mês, é um lobista famoso. “Ele tira bolos de dinheiro do bolso para pagar tudo”, conta. Já o viu gastar R$ 2 mil em um jantar para quatro pessoas em um restaurante.
Viviane ainda não está satisfeita. Quer o contato de uma mulher que promove festas no Lago Sul para políticos, com a presença de mulheres famosas e capas de revista, cujos programas saem por, no mínimo R$ 13 mil. “E ainda quero desfilar no Congresso para incrementar minha renda.”
VII 19 anos, R$ 25 mil na bolsa
Morena, 1,63 metro, 55 kg, cabelos negros, 400 ml de silicone em cada seio, 19 anos. É no Pathernon que Rayka mostra o corpo e o talento para atrair homens. “O segredo é não se atirar. Quem tem dinheiro gosta de seduzir.” Enquanto as colegas partem para cima dos engravatados, ela joga o charme de longe.
É quando prefeitos, clientes assíduos da casa quando estão na cidade, não economizam para conseguir uma noite com ela. Cinco meses atrás, morava em Goiânia e ganhava pouco. Hoje tira R$ 25 mil por mês, fora presentes, como R$ 4 mil em roupas em um shopping caro da cidade. Tudo graças aos clientes financeiramente favorecidos, como empresários e parlamentares, além dos “queridos prefeitos” que pagam até R$ 3 mil para uma noite com a moça. “Sou a mulher que eles querem que eu seja. Executiva, moleca, devassa. Eles me pagam para isso.” Já fez papel de namorada, de sobrinha. Para isso, estuda espanhol e inglês. Precisa estar sempre disposta, social e apresentável para não levantar suspeitas. Goianos e gaúchos são os mais seduzidos pelos encantos de Rayka. “Também são os mais exigentes”, assegura. Na hora da fantasia, vale tudo, com pagamento sempre em dinheiro, não importa o valor.
Programa bom é programa ilegal
Garotas de programa circulam abertamente pelo Congresso, mas deputados e senadores não querem reconhecer a profissão que elas exercem. Em 2003, o então deputado Fernando Gabeira, do Partido Verde, apresentou proposta de regulamentação da profissão, com base em reivindicações de organizações da categoria. Ouviu mulheres que já haviam abandonado o sexo como trabalho e outras que ainda sobreviviam disso.
Mas de nada adiantaram os depoimentos dramáticos de mulheres que sofrem nas mãos de cafetões. Em 2007, o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), ACM Neto (DEM-BA), deu parecer contrário e a proposta foi derrotada.
Gabeira afirma que ACM Neto tem uma visão equivocada do projeto, achando que aprová-lo seria uma afronta à família. “Essas mulheres usam o corpo para sustentar suas famílias”, diz. O ex-deputado pega no ponto: “É um problema de consciência e contradição no discurso”.
O projeto de Gabeira previa fiscalização profissional e, com isso, o risco ao já ilegal emprego de agenciadores, que fazem a intermediação entre os parlamentares e as garotas de programa. Gabeira diz que um grupo de deputados tenta ressuscitar o projeto e colocá-lo em tramitação. As organizações não governamentais envolvidas no assunto tentam fazer um movimento em prol do projeto, mas não há nenhuma garantia de que seguirá adiante.
Já o deputado João Campos (PSDB-GO) pretende acabar com a prostituição. Apresentou um projeto de lei que criminaliza o pagamento por serviços sexuais. Outras propostas parecidas já foram apresentadas e arquivadas, como a do então deputado Elimar Máximo Damasceno, eleito pelo extinto Prona em São Paulo.

General Torres de Melo comanda Desfile dos Reservistas



JUSTAS HOMENAGENS

Luta armada ...anos 70. Verdades General Azevedo e Coronel Ustra Brilhante



2@ Parte

Comunas ....Foro de Sao Paulo. Como Lula, Dilma poupa Cuba e diz não misturar direitos humanos com ideologia



Em sua primeira visita oficial a Cuba, a presidente Dilma Rousseff, assim como o antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, esquivou-se de criticar a ditadura comandada pelos irmãos Castro e as violações contra os direitos humanos na ilha. Atacou os contrários ao regime comunista, principalmente os Estados Unidos: 'Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro'. E complementou: 'Nós, no Brasil, temos os nossos'.

'Se vamos falar de direitos humanos, nós começaremos a falar de direitos humanos no Brasil, nos Estados Unidos, a respeito de uma base aqui chamada Guantánamo. Vamos falar de direitos humanos em todos os lugares', disse a presidente pouco antes do encontro com o presidente Raúl Castro. Após o primeiro compromisso oficial, a deposição de flores no memorial de José Martí, Dilma falou por 15 minutos com a imprensa.

'Não é possível fazer da política de direitos humanos só uma arma de combate político-ideológico. O mundo precisa se convencer de que é algo que todos os países têm de se responsabilizar, inclusive o nosso. Concordo em falar de direitos humanos dentro de uma perspectiva multilateral. De fato, é algo que temos de melhorar no mundo de uma maneira geral. Não podemos achar que os direitos humanos são uma pedra que você joga só de um lado para o outro', afirmou.

Durante a campanha de 2010 e na iminência de uma vitória de Dilma, havia expectativas de que a política externa seria o maior diferencial entre ela e Lula, sobretudo em relação a países com regimes ditatoriais.

As declarações de Dilma ontem dissiparam de vez esperanças que dissidentes da ilha nutriam de ter uma declaração mais contundente da petista.

Da mesma forma que Lula nas suas duas visitas ao país, em 2008 e 2010, Dilma recusou-se a fazer críticas, mesmo que veladas, às prisões de dissidentes e aos intermináveis problemas de direitos humanos em Cuba. Lula, em 2010, na ocasião de sua visita oficial a Fidel Castro, equiparou o dissidente Orlando Zapata, morto na prisão após uma greve de fome, com criminosos comuns brasileiros.

O comandante. A agenda de Dilma, centrada na cooperação e nos projetos brasileiros, abriu espaço apenas para um personagem ilustre: Fidel Castro, a quem confirmou que iria ver, 'com muito orgulho'. Já os vários dissidentes que pediram audiências não encontraram espaço na agenda da presidente ou de integrantes de sua comitiva, nem mesmo a blogueira e colunista do Estado Yoani Sanchez, que em uma carta à presidente pediu o visto e uma audiência.

Questionada se pediria a Cuba permissão de saída para que a blogueira visite o Brasil, a Dilma afirmou que já havia feito sua parte. 'Demos o visto. Agora, os demais passos não são da competência do governo brasileiro.'

Outros grupos de dissidentes que também haviam pedido encontros - entre eles as Damas de Blanco, que representam os presos políticos, e a Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional - também não receberam resposta. 'Não nos responderam. Mas não vamos fazer nenhuma tentativa, nem no hotel nem em outros lugares. Seria perigoso', disse Elizardo Sanchez, membro da comissão.

Guinada à esquerda. A visita a Cuba, dias após participar do Fórum Social Temático, em Porto Alegre, não se trata de uma 'guinada à esquerda' para agradar, sobretudo, ao público petista. Quando questionada sobre tal possibilidade, Dilma reagiu: 'Fico estarrecida com esse tipo de pergunta. Fui à União Europeia, recebi os EUA. Eu andei pra danar. Fui no G20, na China. Como a gente interpretaria o ano passado? O Brasil faz política internacional com todos os países. Somos um povo absolutamente pacífico, acreditamos no diálogo, achamos que é fundamental também dialogar com os movimentos sociais'.

EU JÁ VI ESTE FILME.

Nos meus 87 anos, vi coisa que não gostaria de ver. Vi autoridade governar
meu País e vi a anarquia tomar conta dele, por duas vezes.
Vi GETÚLIO cair em 1945. Vi Dutra com o livrinho na mão, defendendo a
Constituição e os políticos querendo acabar com ela. Vi a volta de Getúlio
e de longe vi o seu caixão mortuário sendo conduzido pelos políticos que
faziam que choravam, mas, alegres encontravam-se com a eleição garantida
com a exploração do cadáver. Vi a subida de Café e sua doença. Vi a luta
política para se evitar a volta daquele homem que morreu pobre. Vi a
eleição de JK e a luta de Juarez Távora. Vi as Forças Armadas fugindo da
politicagem e os politiqueiros querendo que elas fizessem revolução.
Aprendi e vi que nossas FFAA, sempre ao lado da legalidade, e os
polítiqueiros(vivandeiros) fazendo revoluções - 1930, 1932, 1935, 1938,
1945,1954 e 1964 sempre FEITAS POR CIVIS E AS FORÇAS ARMADAS ficando ao
lado DA LEI. Citar o nome dos civis revolucionários seria um nunca acabar.
O PRINCIPAL DELES, GETÚLIO E CHEGA.
Vi a eleição de Jânio e todos com esperança. Tirou a “escada” e o povo
ficou pendurado na brocha.
Em 1961, queda de Jânio, quase que vamos à guerra civil. Não foi nenhum
militar que mandou o louco ir embora e sim, ele mesmo, que queria ser um
ditador. Passou por ser honesto e morreu rico e os herdeiros quase se
matando pelo dinheiro.
Vi a chegada de Jango. A esquerda vibrava. Campos de treinamento em GOIÁS.
Dinheiro chegando e sendo roubado. Quem diz é Luiz Mir no ,livro. REVOLUÇÃO
IMPOSSÍVEL, E FIDEL falando que Brizolla ficou com o dinheiro. Heitor de
Paola afirma que, em reunião viu, com os próprios olhos dinheiros e
armamento trazidos de CUBA.
Vi a anarquia reinar no País, entre 1961 e 1964. Eram greve, revolução dos
sargentos, sargento- deputado querendo entrar nos quarteis, almirante
jogado no ar pelos fuzileiros, país quebrado e revoltas, comícios pregando
a revolução comunista, brasileiros tirando curso de guerrilheiro nas China,
Cuba, Rússia para matar gente e não plantar flores.
Vi a revolta da Polícia Militar do Piaui e para lá fui designado a fim de
comandá-la. Vi a anarquia total e vi a oposição querendo tirar proveito da
situação caótica em que ela se encontrava, pois, ao passar o governo,
deixou o funcionalismo com alguns meses de atraso. Enterrei filhos de
soldados mortos pela fome e não vi nenhum político, no enterro. Vi de tudo
que se possa imaginar.
Não vi a revolta da Polícia Militar do RN. O meu amigo, cel Silva, que,
logo depois, perdeu os três dedos, na explosão da BOMBA, colocada no
AEROPORTO DOS GUARARAPES, pelos “SANTOS COMUNISTAS CRIMINOSOS”,
contando-me o que por lá viu e as causas eram as mesmas - fome e
irresponsabilidade. O povo desesperado e os comunistas, na rua, fazendo mil
greves para criar o caos. O Marechal Castello, com sua ordem para ser
mantida a cadeia de comando a todo custo. Comício do Automóvel Clube com a
participação dos sargentos, com atos de indisciplina. Comício da Central do
Brasil foi quase que o sinal para o início da revolução de esquerda.
Levante dos sargentos em Brasília.
Minas parte e o Brasil aliviado começa a reviver a ORDEM E O PROGRESSO.
Nova esperança e a esquerda sem rumo. Prestes que tinha ido a Moscou dizer
a situação política brasileira, afirmou que o Partido já estava no governo,
faltava, apenas, tomar o Poder. Voltamos a ter ordem e a Nação
progredindo. Falar no que foi feito, é apenas relembrar portos,
hidrelétricas, estradas, Correios e Telégrafo, o melhor do mundo, Ponte Rio
–Niterói, programa do álcool, pesquisa em águas profundas da Petrobrás,
EMBRAPA e aumento da produção da agricultura etc, etc.
Vem a revolução da SORBONNE, CUJO LEMA ERA : “É PROIBIR PROIBIR”.Anarquia
no mundo e uma total irresponsabilidade. Governos militares com ordem e
trabalho. Medici aplaudido, no Maracanã. Duas crises do petróleo e o Brasil
indo em frente.
VEM A GUERRILHA E A LUTA ARMADA NA TENTATIVA DE IMPLANTAR A DITADURA DO
PROLETARIADO. Não foramplantar rosas em XAMBIOÁ e sim matar gente. Perdidos
gritam que defendem a democracia. METIROSOS E CONTINUAM MENTINDO.
Vem a Anistia. Governos civis. Inflação no mundo. Um Partido, PT, pregando
a moral e a salvação da Pátria. Eram os novos santos da política
brasileira.
Ganham a eleição em 2001. Tudo ia mudar e mudou. Nada foi feito. Assaltaram
os cofres públicos. Os grandes ladrões soltos e agora as Polícias Militares
e Civis, em greve. Toda semana cai um ministro e o probo continua. REVISTA
FOBBES afirma que a fortuna do ex-presidente é de dois bilhões de dólares.
Parece que cairam do céu. Nada a ser apurado.
Voltemos, no tempo. EU JÁ VI ESTA HISTÓRIA E ESTE FILME.
OS CIVIS ESTÃO LOUCOS POR uma REVOLUÇÃO PARA IMPLANTAR UMA DITADURA DE
ESQUERDA. NÃO FAZEM, POIS SABEM QUE AS FORÇAS ARMADAS ESTÃO ATENTAS.

ESTAMOS VIVOS! GRUPO GUARARAPES! PERSONALIDADE JURÍDICA sob reg. Nº12 58
93. Cartório do 1º egistro de títulos e documentos, em Fortaleza. Somos
1.798 civis – 49 da Marinha - 474 do Exército – 51 da Aeronáutica; TOTAL
2.372 Batistapinheiro30@yahoo.com.br. WWW.FORTALWEB.COM.BR/GRUPOGUARARAPES
1 DE FEV DE 2012
REPASSEM. É A HISTÓRIA VERDADEIRA DO BRASIL

Arnaldo Jabor - Protesto - Quero voltar a confiar



Ao nobre edil Alberto Sanarelli Junior que honra a Camara Municipal de Patrocinio meu sincero agradecimento

Por favor liberta o escravo

Cuba atraso e miseria..........agora com dinheiro brasileiro

Embora o governo diga de boca cheia que em Cuba todos têm acesso à educação e à saúde e que o nível de desnutrição infantil é o menor em toda a América, o dia a dia da população ainda é marcado pelas cadernetas onde são anotados os suplementos dados aos habitantes: um pãozinho por dia, oito ovos a cada três meses, meio litro de óleo por mês...
Apesar do socialismo da pobreza, poucos cubanos pedem esmolas aos turistas. A tática para obter algum trocado é diferente. Perguntam logo a nacionalidade e procuram na memória algo de positivo sobre o país do estrangeiro. E, então, começam a contar sua história, sempre de dificuldades. Se o turista não se compadece a ponto de oferecer algum CUC - sigla para pesos conversíveis, a moeda utilizada pelos estrangeiros e que equivale mais ou menos a US$ 1 -, o interlocutor oferece uma caixa de charutos por um preço que é a metade daquela nos postos autorizados.
Há alguns que mostram com orgulho uma cédula de identidade onde está escrito que têm autorização para trabalhar por conta própria. Mas, como contou o chaveiro Javier, o ganho mal dá para sobreviver porque, apesar de trabalhar muito, tem de pagar várias taxas ao governo.
- Está vendo esta cerveja? - diz, oferecendo um gole. - Só posso tomar uma lata, aos domingos. É o máximo que me permito. Não há dinheiro.
Dilma não deverá discutir abertamente questões internas de Cuba e nem mesmo problemas de direitos humanos, apesar da torcida dos dissidentes. O clima está mais nebuloso depois da morte do preso Wilman Villar Mendoza, há duas semanas, após uma greve de fome de cerca de 50 dias. A morte dele, aliás, virou uma disputa de marketing entre o governo e os opositores. Enquanto os comunistas tentam fazer de Villar um preso comum, com antecedentes de violência doméstica, os contrários ao governo se esforçam para demonstrar que ele era um opositor ativo, preocupado com a família. Mesmo involuntariamente, a visita de Dilma contribuiu para o acirramento da briga ideológica.
Ontem, membros da União Patriótica Cubana (UPC), que faz oposição ao governo, convocaram uma entrevista coletiva com a viúva de Villar, Maritza Pelegrino. Moradora de Santiago de Cuba, a 800 km da capital, Maritza chegou a Havana no domingo. A viagem foi custeada pela UPC e pela Comissão de Direitos Humanos e Conciliação. A ideia era ela falar sobre as qualidades do marido para a imprensa estrangeira. Mas, num país onde o governo sabe tudo o que se passa, a imprensa oficial também compareceu. E o que era para ser uma entrevista, acabou se transformando quase em uma inquisição.
Maritza recordou que no dia em que o marido foi preso os dois estavam discutindo às 3h. A mãe dela, preocupada, foi aos vizinhos, que chamaram a polícia. Villar, esclareceu, resistiu à prisão e acabou espancado e detido. Depois da morte, o governo se apressou em difundir que ele estava batendo na mulher, o que ela negou ontem.
Bom humor no desembarque
José Daniel Ferrer García, coordenador da UPC, divulgou uma nota em que atesta que Villar "estreitou os vínculos com o grupo" em agosto passado. E é nesse ponto que o governo se apega para dizer que ele passou a frequentar um grupo de oposição somente após ser preso por violência doméstica, para acobertar "crimes comuns".
As perguntas feitas pelos repórteres da imprensa estatal pareciam as de um delegado de polícia:
- Por que vamos acreditar na sua versão, se o governo diz o contrário? - questionou uma repórter. - Sua mãe disse que ele batia na senhora. A senhora confirma?
José Daniel Ferrer García diz que o governo quer mudar o enfoque:
- Não se pode esquecer que Villar estava sob custódia do Estado e morreu nas mãos dele.
Embora sem muita esperança de que os direitos humanos estejam na pauta da reunião com Raúl, García pensa que, pelo menos, Dilma poderia falar com o ditador em particular.
Dilma chegou a Havana por volta das 16h45m (19h45m em Brasília). Na comitiva estão os ministros Antonio Patriota (MRE), Alexandre Padilha (Saúde) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), além do governador Jaques Wagner, da Bahia.
Ela não deu entrevistas, mas perguntada se iria sair para passear, brincou com os jornalistas:
- E vocês acham que vou contar?
A agenda da presidente prevê a assinatura de memorandos de entendimentos nas áreas de agricultura e saúde. Há a possibilidade de estabelecer voos regulares entre os dois países. Dilma também visitará as obras de ampliação do Porto de Mariel, tocadas pela construtora Odebrechet, com financiamento do BNDES, e que devem ser concluída em 2013. Na semana passada, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) liberou mais US$ 230 milhões para a obra.
Para o Itamaraty, a visita tem como objetivo contribuir para que o país caribenho avance no desenvolvimento econômico e social. A linha de crédito aprovada pela Camex para Cuba totaliza US$ 523 milhões e eleva a US$ 1,37 bilhão os financiamentos. O comércio bilateral tem oscilado, mas com forte ganho para o Brasil. No ano passado, o intercâmbio foi de US$ 642 milhões - o Brasil exportou US$ 550 milhões, e importou apenas US$ 92 milhões.
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Longe de dissidentes, Dilma chega a Cuba com linha de crédito milionária
Silêncio e negócios. Presidente desembarcou ontem em Havana levando plano para fazer empréstimos à ilha castrista alcançarem US$ 1,37 bilhão; questões políticas espinhosas, como o pedido de ajuda feito por opositores, ficarão de fora da agenda oficial
Lisandra Paraguassu, enviada especilal/Havana - O Estado de S.Paulo - 31/01/2012
A presidente Dilma Rousseff chegou ontem à noite em Havana para sua primeira visita oficial a Cuba. A julgar pelos sinais enviados por Brasília, o governo cubano tem mais razões para ser otimista do que a dissidência. Dilma leva à ilha mais uma linha de crédito, dessa vez de US$ 523 milhões. Com isso, o financiamento brasileiro à ilha chega a US$ 1,37 bilhão.
Já na chegada, Dilma parou para tirar fotos com três jovens que a aguardavam no lobby do Hotel Meliá Cohiba, entre elas Irina Nikolova, filha do embaixador da Bulgária em Cuba. "Ela se surpreendeu e me disse que é a segunda búlgara que conheceu hoje", contou Irina, de 27 anos, que viveu no Brasil entre 1993 e 2000, quando seu pai, Tchavdar Nikolov, serviu no País.
Com a visita da presidente brasileira, o regime cubano - que investe em algumas mudanças econômicas para tentar tirar a ilha da inércia financeira - espera do Brasil mais investimentos pesados em obras de infraestrutura. Por seu lado, os dissidentes, apesar de todos os sinais contrários vindos de Brasília, ainda acreditavam ontem que o governo brasileiro não manteria a tradicional indiferença às violações dos direitos humanos no país.
O Itamaraty não esconde que o propósito da visita de Dilma é econômico e comercial. O Ministério das Relações Exteriores tem reiterado que o Brasil não tem intenção de tratar publicamente de temas espinhosos, como a repressão cubana.
A avaliação do Brasil, segundo o chanceler Antonio Patriota, é que "a situação dos direitos humanos em Cuba não é emergencial". Incluir na agenda presidencial encontros com opositores, mesmo que para tratar de direitos humanos - na teoria, um tema caro a Dilma - não cairia bem.
O que interessa ao governo brasileiro é incentivar o regime cubano a seguir adiante com as mudanças econômicas. A avaliação da diplomacia brasileira é a de que ajudar Cuba a avançar economicamente é a melhor colaboração que se pode dar ao país. Por isso, o País vai financiar do término do Porto de Mariel, uma obra de US$ 683 milhões, até a compra de alimentos e máquinas. O comércio entre os dois países cresceu 31% de 2010 para 2011, chegando a US$ 642 milhões. Mas essa é quase uma via de mão única: apenas US$ 92 milhões são de exportações cubanas, especialmente medicamentos.
Há pouco para Cuba vender e muito para comprar. Chegam do Brasil equipamentos agrícolas, sapatos, produtos de beleza, café, em alguns momentos, até açúcar.
Hoje extremamente dependente da Venezuela, que garante praticamente todo o petróleo usado na ilha a preço de custo, os cubanos repetem uma situação que já viveram nos anos 70 e 80 com a União Soviética, antes de Moscou falir e abandonar Cuba à própria sorte. "A Venezuela é nossa nova URSS. O equilíbrio cubano hoje se chama Hugo Chávez", avalia o economista Oscar Espinosa Chepe. "Há muito potencial, especialmente na agricultura, mas é preciso investimento. É preciso buscar investimentos estrangeiros reais, buscar um país mais sério."
Três grupos de dissidentes pediram audiência a Dilma ou a alguém de sua comitiva, mas não receberam resposta. "O que podemos esperar é que a presidente fale das pessoas, do povo cubano. Ela pode falar muito perto de Raúl e Fidel Castro, nós não podemos. Gostaria que essa visita marcasse o antes e o depois", disse a blogueira e colunista do Estado Yoani Sánchez.
Outros têm expectativa mais modesta: imaginam que ao menos a presidente não dará declarações como a do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que comparou o dissidente Orlando Zapata, morto durante sua visita ao país, em 2010, a presos comuns "de São Paulo ou do Rio".
"Sabemos que Dilma não fará o mesmo, mas também não temos esperança de que falará por nós", afirmou José Daniel Ferrer García, da União Patriótica Cubana, grupo ao qual pertencia Wilman Villar Mendoza, que morreu dia 19, após greve de fome de 48 dias numa prisão cubana.

http://averdadesufocada.com/index.php?option=com_content&task=view&id=6486&Itemid=1

Irã anuncia desenvolvimento de munições guiadas por laser



O Irã conseguiu fabricar diferentes tipos de munição guiada por laser, afirmou nesta segunda-feira o ministro da Defesa, Ahmad Vahidi, à televisão estatal.

Estas munições, que podem ser utilizadas contra qualquer tipo de alvo, fixo ou móvel, podem ser guiadas com precisão de até 20 km de distância, segundo as imagens exibidas pela televisão.

A televisão exibiu imagens de munições disparadas por artilharia e equipadas, segundo ela, com um sistema para serem guiadas por laser. Não foi dada indicação alguma sobre o sistema utilizado.

"O Irã está entre os cinco países no mundo capazes de fabricar armas deste tipo utilizando tecnologia local", afirmou o ministro da Defesa.

O Irã, submetido a um embargo da ONU sobre a compra de armas ofensivas como parte de sanções por seu programa nuclear, anuncia regularmente o desenvolvimento de novos materiais de alta tecnologia por sua indústria de defesa.

O general Vahidi anunciou na semana passada que seu ministério apresentará durante as comemorações da Revolução Islâmica de fevereiro de 1979 novas munições, além de sistemas de defesa marítima, aérea ou de guerra eletrônica mais avançados.

http://www.defesanet.com.br/geopolitica/noticia/4585/Ira-anuncia-desenvolvimento-de-municoes-guiadas-por-laser

Crackers prometem atacar BB, Caixa e Santander

São Paulo - Os crackers brasileiros do grupo Anonymous prometem atacar a página de um banco brasileiro por dia nesta semana. Nesta quarta-feira, o alvo, segundo os criminosos, é o site do Banco do Brasil, seguido, na quinta-feira, pelo da Caixa e, na sexta-feira, o do Santander. As ameaças são feitas nas redes sociais.

O presidente do Santander, Marcial Portela, disse nesta terça-feira que o banco vem monitorando e reforçando seu site desde a semana passada, por conta das ameaças de ataques. Nesta segunda-feira, o site do Itaú saiu do ar, problema semelhante vivido pelo do Bradesco nesta terça-feira.

A página do Bradesco registrou acesso muito acima do normal entre 10h e meio-dia. O banco considerou atípica a quantidade de acessos, que chegou a dobrar no período. "O site não chegou a ficar fora do ar, mas teve lentidão em alguns momentos por causa do grande volume de acesso. Isso acaba atrapalhando nossos clientes", disse o diretor vice-presidente do Bradesco, Aurélio Conrado Boni, em teleconferência com a imprensa.

O Bradesco mapeou e notou que alguns acessos eram sempre dos mesmos endereços na página principal do banco, alguns de não correntistas. O internet banking chega a fazer 5 milhões de transações por dia, incluindo consultas a saldos e outras operações.

Chamada de #OpWeeksPayment, algo como "operação semana de pagamento", a ação cracker faz alusão aos dias de créditos de salário, em geral feitos nos primeiros dias do mês. Os crackers brasileiros alegam que os ataques aos sites, assim como outras invasões do grupo, são um "protesto contra a corrupção".

Apos Venezuela, Cuba e Ira Amorim viaja à Índia para reforçar cooperação bilateral

O ministro da Defesa, Celso Amorim, desembarca no próximo sábado (04/02), em Nova Deli, capital da Índia, para uma série de encontros com autoridades e visitas a instalações militares do país asiático. A viagem tem o objetivo de reforçar a cooperação bilateral entre os dois países na área de defesa.

Durante os cinco em que permanecerá em território indiano, Amorim terá reuniões com o ministro da Defesa, A.K. Antony, com o assessor de Segurança Nacional, Shankar Menon, e com o primeiro-ministro, Manmoham Singh.

Na cidade de Bangalore, o ministro brasileiro e sua comitiva – integrada por assessores, pelo comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, e pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi - visitarão as instalações da empresa Hindustan Aeronautics Limited (HAL). Também está prevista visita à 50ª Brigada Paraquedista, unidade militar indiana de elite situada na cidade de Agra.

Integrante do BRICS (Grupo de países emergentes formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a Índia possui uma das maiores forças militares do mundo. Sua defesa é constituída pelo Exército, Marinha, Aeronáutica e por forças auxiliares, a exemplo da guarda costeira. As forças de defesa são subordinadas ao presidente do país, seu comandante supremo.

Os indianos mantém cooperação intensa em matéria de defesa com países como a França e a Rússia, mas, a exemplo do Brasil, buscam reduzir a dependência tecnológica de outras nações no desenvolvimento de produtos e serviços de emprego militar. O país asiático possui projetos em curso para fabricação de blindados, mísseis e aviões de combate.

A Índia acaba de finalizar uma concorrência para aquisição de 126 caças para sua força aérea, vencida pela empresa Dassault, fabricante dos aviões franceses Rafale. Especialistas afirmam que o contrato prevê a compra direta de 18 aviões. Os 108 restantes serão construídos no próprio país, com transferência tecnológica. Os indianos também adquiriram jatos brasileiros, modelo Legacy 600, da Embraer. Atualmente, os Legacy são utilizados pelo governo indiano para transporte de autoridades.

Prioridade estratégica

A parceria com a Índia em diversos campos, incluindo a Defesa, é uma prioridade estratégica do Brasil. O governo entende que existe um amplo potencial de cooperação científico-tecnológica com país asiático no setor militar, com a possibilidade de desenvolvimento de projetos de interesse mútuo.

Entre os assuntos que deverão ser tratados pela comitiva brasileira com as autoridades indianas durante a viagem figuram cooperação no setor naval em projetos de construção de porta-aviões e submarinos da classe Scorpène, além da ampliação do já existente intercâmbio de vagas para oficiais das forças armadas em cursos aperfeiçoamento e de altos estudos oferecidos por escolas militares de ambos os países.

A pauta incluirá ainda tratativas sobre parcerias entre centros de pesquisas militares dos exércitos brasileiro e indiano para desenvolvimento de equipamentos de defesa que possam suprir, no futuro, necessidades de projetos como o Sistema de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron). Nas conversas também deverão ser tratados temas referentes às respectivas forças aéreas, como intercâmbios entre escolas de pilotos, medicina aeroespacial, operações de busca e salvamento e paraquedismo.

Para o ministro Celso Amorim, a visita à Índia será uma relevante oportunidade de fortalecer os laços entre os dois países na área de defesa. A relação bilateral nesse segmento começou a ganhar força a partir do acordo celebrado em 2003 entre os dois países no âmbito do IBAS, grupo integrado pela Índia, Brasil e África do Sul com o objetivo de unir propostas em temas globais e aprofundar o relacionamento em áreas diversas. Desde a implementação desse fórum de diálogo, ocorreram diversos eventos bilaterais de defesa, como visitas às Marinhas de Guerra, e reuniões de colegiados como o Comitê Conjunto de Defesa Brasil-Índia (CCD), a Comissão Mista Brasil-Índia (COMISTA) e do Grupo Setorial de Defesa do IBAS.

Além da Índia, a viagem do ministro da Defesa brasileiro inclui paradas em outros dois países: Itália e Marrocos. Amorim terá encontro no próximo dia 3 com o ministro da Defesa italiano, Giampaolo Di Paola, na cidade de Palermo. No Marrocos, ele se reúne no dia 10, na cidade de Rabat, com os ministros da Defesa, Abdellatif Loudiyi, e das Relações Exteriores, Saad Eddine Othmani, do país africano.

http://www.defesanet.com.br/defesa/noticia/4600/DEFESA---Amorim-viaja-a-India-para-reforcar-cooperacao-bilateral-

Ban Ki-moon estimula israelenses e palestinos a avançar em diálogo de paz

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, iniciou nesta quarta-feira uma visita de dois dias a Israel e aos territórios palestinos para estimular os dois povos a continuarem suas conversas de paz.
Ban, que chegou a Jerusalém procedente da Jordânia, se reunirá nesta manhã com o presidente israelense, Shimon Peres, e seu ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, e mais tarde almoçará com o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu.
À tarde, Ban se deslocará a Ramala para reunir-se com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
A visita do secretário-geral da ONU faz parte de uma viagem pela região e coincide com o fracasso da última iniciativa do Quarteto do Oriente Médio para retomar as negociações.
Na última semana, foram encerrados sem sucesso os encontros diretos entre palestinos e israelenses para a apresentação de propostas claras sobre segurança e fronteiras antes do reinício das negociações.
Os palestinos continuam se negando a dialogar enquanto Israel seguir ampliando as colônias em território ocupado, mas os israelenses consideram que o destino dos assentamentos deve ser decidido em negociações, em vez de ser uma condição prévia às mesmas.
Na última segunda-feira, o Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) acusou Israel de ser "o único responsável" pelo fracasso dos contatos, uma vez que insistiu em seguir com as atividades nos assentamentos e "rejeitou a solução de dois Estados".
Amanhã, Ban se encontrará com representantes da ONU na região, fará uma breve visita à Faixa de Gaza e se reunirá em Tel Aviv com o titular da Defesa israelense, Ehud Barak, e a chefe da oposição, Tzipi Livni.
À tarde, antes de deixar Israel, dará uma palestra na Conferência de Herzliya, fórum de discussão política, militar e econômica sobre o Oriente Médio.

Embaixador russo na UE descarta adotar resolução sobre a Síria

O embaixador russo na União Europeia (UE), Vladimir Chizhov, assegurou nesta quarta-feira que não vê nenhuma possibilidade de sair do papel o projeto de resolução da ONU sobre a Síria da forma como pretendem os países árabes e europeus.
O projeto "não tem o mais importante: um postulado manifesto que exclua a possibilidade de que esta resolução seja usada para justificar uma intervenção militar estrangeira nos assuntos sírios", assinalou Chizhov em declarações à agência Interfax. "E não se trata apenas da posição da Rússia. Há também outros membros do Conselho que não apoiam esta colocação", ressaltou o diplomata russo.
Chizhov lembrou ainda que as autoridades sírias, assim como parte da oposição, aceitaram a oferta da Rússia de ser sede e mediador das negociações para resolver o conflito.

Israel: Referendado Netanyahu como líder

O partido governante em Israel, o Likud, referendou Benjamin Netanyahu como seu líder e aspirante ao cargo de primeiro-ministro nas próximas eleições gerais, após o anúncio dos resultados das primárias realizadas nesta terça-feira em todo o país.
Apuradas quase todas as cédulas, o atual primeiro-ministro israelense obteve 74% dos votos, enquanto seu rival, o ultradireitista Moshe Feiglin, alcançou 24%, informou a imprensa local na manhã desta quarta.
"Agradeço a todos pela confiança e o renovado apoio", disse Netanyahu em um breve ato nos Jardins de Exposições de Tel Aviv, onde foi realizada a apuração.
Cerca de 50% dos 125 mil filiados ao Likud exerceram seu direito de votar em um pleito no qual o resultado já era esperado e que esteve focado no debate sobre a influência de círculos radicais dentro do partido governante.
"Hoje venceu o verdadeiro Likud. Seguiremos governando com responsabilidade", declarou Netanyahu sobre a crescente presença de militantes residentes nas colônias nas fileiras de seu partido.
A televisão israelense informou ontem à noite que ao redor de 30% dos militantes do Likud são colonos e que seu voto será decisivo quando o partido eleger a lista de deputados para o pleito.
As primárias do partido governante são o preâmbulo de um processo eleitoral iniciado em Israel e que terá continuidade em março com o pleito interno do partido Kadima, que atualmente é presidido pela ex-ministra das Relações Exteriores Tzipi Livni.
Israel deve realizar eleições gerais no início de 2013, mas o mais provável é que o pleito seja antecipado para este ano, segundo a opinião dos especialistas.

Alzheimer vacina

Jornal ALEF - Israel e o Mundo Judaico, terça, 31 de Janeiro de 2012 às 10:32.
Pesquisadores israelenses desenvolvem vacina que previne derrames e o Mal de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Tel-Aviv estão desenvolvendo uma vacina “duas em uma” que previne derrames e o Mal de Alzheimer. De acordo com o cientista Dan Frenkel, do Departamento de Neurobiologia da universidade, a droga, em forma de spray nasal, pode reduzir os danos em tecidos cerebrais e restaurar a capacidade cognitiva do cérebro. A vacina estimula um mecanismo natural de defesa do corpo humano ativando macrófagos, ou seja, proteínas que “engolem” antígenos estranhos ao organismo e praticamente eliminam a possibilidade de danos no sistema vascular cerebral.