segunda-feira, 2 de abril de 2012

Agora que estou vivo

França ordena a expulsão de três imãs e dois militantes islamitas

O ministro francês do Interior, Claude Guéant, ordenou a expulsão de três imãs radicais e dois militantes islamitas estrangeiros, anunciou nesta segunda-feira um comunicado do ministério.
Esta decisão confirma a vontade das autoridades francesas de aplicar uma política de tolerância zero a respeito dos islamitas depois dos assassinatos cometidos na região de Toulouse pelo jihadista Mohamed Merah.
Ali Belhadad, militante islamita argelino condenado por seu papel nos atentados de Marrakesh em 1994 e que, segundo o ministério, retomou relações assíduas com o islamismo radical, foi expulso para seu país ensta segunda-feira, assim como Almany Baradji, imã malinês que fazia sermões antissemitas.
O imã saudita Saad Nasser Alshatry será objeto de um procedimento de expulsão se tentar entrar na França, onde não se encontra atualmente.
Malek Drine, militante islamita tunisiano, o imã Yusuf Yuksel também serão alvo de um procedimento de expulsão.

Enquanto isto os integrantes do Foro de Sao Paulo

Helicóptero para resgate de reféns das Farc parte na Colômbia


A missão humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICVR) e o grupo Colombianos e Colombianas pela Paz partiu nesta segunda-feira um grupo de policiais e militares reféns das Farcs, os últimos uniformizados em mãos dessa guerrilha.
A missão utiliza os dois helicópteros cedidos pela Força Aérea brasileira. A comissão é formada por membros do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e três integrantes do coletivo Colombianos e Colombianas pela Paz (CCP), entre eles a ex-senadora Piedad Córdoba, facilitadora da libertação dos seis policiais e quatro militares, prisioneiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, comunistas) há mais de doze anos.
O CICV, o CCP e o governo do Brasil já participaram de libertações anteriores de reféns das FARC, a principal guerrilha da Colômbia com cerca de 9.000 combatentes, segundo cálculos oficiais.

FILOSOFANDO SOBRE O DESTINO INEVITÁVEL

FILOSOFANDO SOBRE O DESTINO INEVITÁVEL DE TUDO QUE CONSUMIMOS ORALMENTE, EM SUA ABORDAGEM POR RELIGIÕES, FILÓSOFOS, E OUTROS TIPOS DE PENSADORES

(Uma oferta de Hocus&Pocus Produções)

Ralph J. Hofmann

Parte-se da premissa de que a merda é inevitável. Seja elaborada nas mentes desregradas de parlamentares ou governantes, seja nos sistemas digestivos de animais, exceto em ocasiões raras (por exemplo quando a pessoa esta morrendo de inanição), a merda está sempre conosco.

Então fica definido: “A merda acontece” – ( Do provérbio norte americano “Shit Happens”).

A questão está em avaliar quais as conseqüências.

Por exemplo, na ótica de várias religiões:

Taoismo – A merda acontece. Portanto se a merda acontecer permita-se fluir com ela.

Confucianismo – Se a merda tem de acontecer que aconteça direito.

Budismo – Se a merda acontece na realidade não é merda. Não está realmente acontecendo a ninguém. Mas voltará a acontecer no próximo ciclo.

Zen – Concentre-se no som da merda acontecendo.

Protestantismo – Se a merda acontecer agradeça ao senhor.

Calvinismo – A merda acontece porque você não trabalhou o suficiente.

Luteranos - Se a merda acontecer, desde que você esteja arrependido não tira pedaço.

Catolicismo – Se a merda acontecer você a mereceu.

Judaismo – Porque a merda sempre tem de acontecer pra nos?

Islamismo – A merda, se acontece ,é o desígnio de Alá

Ateus – Não acredito nesta merda

O coelhinho da pilha Energizer – Merda acontece e a contece e acontece e acontece....

Ambientalista – Merda é biodegradável

Einstein – A merda é relativa

Pessoa políticamente correta – Produção biológica altamente processada acontece

LULA – Não aconteceu merda nenhuma e se aconteceu eu não sabia

REPUTAÇÃO

Ralph J. Hofmann

Há gente que obtém uma reputação e esta reputação vale ouro. O oitavo homem mais rico do planeta bem que pode ser um destes.

Alguém já ganhou dinheiro investindo nas empresas de fim X? Do Eike Batista?

Sim, chega no fim do ano, puxa-se um relatório de lucros e perdas e há lucro. Não lucro bursátil (na bolsa de valores por compra de ações a um preço e venda a um preço maior).

Estou falando da criação de riquezas. Implanta uma unidade, produz, vende, distribui lucros, faz uma reserva para investir mais?

O que estou assistindo, e já assisti antes com outros no mundo, é um homem correndo para abrir uma empresa no lombo da outra há alguns anos. A massa de patrimônio vai crescendo. Mas nestas alturas qual parte do patrimônio esta paga. E com que. Nos últimos três anos não foi com lucro.

A desculpa eterna é de que “estamos investindo”. Sei! E se parar de investir e consolidar investimento, como fica? Hmm! Quem sabe não é?

Em empresas modernas se discute o objetivo da empresa. Atualmente se fala em objetivos sociais, mas em última instância uma empresa precisa visar lucro aos donos do capital.

O objetivo de ser maior alguma coisa não é consistente. Alguns anos atrás, examinando a rentabilidade de grupos de supermercados, descobri que o mais rentável do Brasil tinha algo como oito lojas grandes. Sua rentabilidade era maior do que a dos enormes grupos de supermercados. E a empresa continua crescendo, abrindo poucas lojas, cada uma extremamente bem situada e estruturada. Outras passaram por fusões, aquisições, etc.

Devo lembrar o magnata do fósforo de segurança sueco, Ivar Kroeger. Seu objetivo era controlar toda a fabricação de fósforos do mundo. Quase chegou lá. Seu suicídio nos anos 30 mostrou que na perseguição de seu objetivo criara uma imensa estrutura vertical e horizontal que com sua morte ruiu e deixou bancarrotas em 33 países.

Se o ciclista parar de pedalar a bicicleta cai. Empresas de Eike Batista têm prejuízo de mais de R$ 1 bilhão em 2011 (Videversus)

As empresas da capital aberto do bilionário brasileiro Eike Batista tiveram prejuízo de R$ 1,02 bilhão em 2011, segundo levantamento da consultoria Economatica. As empresas são a LLX Log, a MMX Miner, a MPX Energia, a OGX Petróleo, a OSX Brasil e a Portx. A OGX Petróleo é a empresa com maior prejuízo em 2011, de R$ 482,2 milhões. A MPX Energia é a segunda da lista, com prejuízo de R$ 408,6 milhões. Já a OSX Brasil foi a única a registrar lucro, com ganhos de R$ 7,6 milhões no ano passado. Trata-se do pior ano para as empresas de Eike Batista. Em 2010, o grupo tinha tido perdas de R$ 448 milhões. O valor de mercado das seis empresas, em 27 de março, é de R$ 72,37 bilhões sendo a OGX Petróleo a maior com R$ 49,4 bilhõe

"ANOS DE CHUMBO': A DITADURA DA MENTIRA - José Maria e Silva

O Regime Militar de 64 é a muleta moral dos intelectuais — eles o acusam de todos os crimes para melhor acobertarem os próprios

"A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida." (Paulo Freire, em "Pedagogia do Oprimido", defendendo os fuzilamentos sumários comandados por Che Guevara e Fidel Castro)

Para o sociólogo e jornalista José Maria, a universidade brasileira, na ânsia de criar um novo mundo, especializou-se em destruir o existente.

Com quantas vidas se faz uma ditadura? Na belíssima novela de John Boyne, O Menino do Pijama Listrado, essa pergunta é respondida pelo espanto de Bruno, um menino de nove anos. Sempre que ele se surpreende com o mundo do Fúria à sua volta, seus olhos se arregalam, sua boca faz o formato de um O e seus braços caem ao longo do corpo.

A obra, uma elegia à inocência da vida que não sabe da morte, deveria ser lida — e meditada — pelos 3.949 intelectuais que, até agora, assinaram um manifesto contra a Folha de S. Paulo, repudiando o editorial "Limites a Chávez", publicado em 17 de fevereiro último, no qual a ditadura militar brasileira é indiretamente chamada de "ditabranda". O Menino do Pijama Listrado (o livro, não vi o filme) demonstra, metaforicamente, a abissal diferença entre um regime autoritário (circunscrito à esfera política) e um regime totalitário (que permeia todas as instâncias sociais).

As primeiras reações ao editorial da Folha partiram da socióloga Maria Victória Benevides, professora da Faculdade de Educação da USP, e do advogado Fábio Konder Comparato, professor aposentado pela mesma instituição. Esquecendo-se que a universidade que representam arrasta até hoje um cadáver insepulto (o do estudante de medicina morto num trote em 1999), Benevides e Comparato encenaram uma indignação que jamais sentiram diante das quase 100 mil mortes perpetradas pela Trindade Cubana (Fidel, Guevara e Raúl Castro) — 17 mil na boca dos fuzis, em execuções sumárias, e 80 mil nos dentes dos tubarões, em fuga para os Estados Unidos. Como a Folha de S. Paulo chamou a atenção para essa dúbia moral de Benevides e Comparato, lembrando que eles jamais protestaram contra a ditadura cubana, os dois intocáveis uspianos se sentiram feridos e, em resposta, fizeram o que os intelectuais de esquerda mais sabem fazer quando são pegos sem argumentos — conclamaram o rebanho para um manifesto.

O inefável Antonio Candido, decano dos intelectuais de esquerda, encabeça o repúdio à Folha, que também conta com figuras como o indefectível Emir Sader, intelectual que, diante de Che Guevara, cai de joelhos por terra, parafraseando a missa: "Guevara, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo". Quem duvida que Emir Sader é capaz dessa oração diante do guerrilheiro argentino, leia o que ele escreveu num artigo publicado em Carta Maior: "Não vou gastar palavras inúteis para falar do Che. Basta reproduzir algumas das suas frases, que selecionei para o livro Sem Perder a Ternura". Também diante de Marx e Fidel, Sader emudece: "O que falar de Marx que permaneça à sua altura? O que escrever sobre Fidel?"

Se o ensino superior no Brasil, público e privado, não fosse mero aparelho ideológico da esquerda, Emir Sader jamais teria virado doutor em ciência política pela USP e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de orientador de teses e dissertações. Sem dúvida, estaria até hoje tentando passar no vestibular e sendo reprovado sempre, por não ter argumentos para retratar personagens da história. Que universidade isenta aceitaria um aluno que, ao ouvir falar de Marx, Guevara e Fidel, não fosse capaz de articular uma só palavra e se comportasse feito os silvícolas do Anhangüera, embriagado pelo álcool incandescente da revolução? Já imaginaram se um intelectual de "direita" dissesse não ter palavras diante de Karl Popper? Seria acusado de ignorante e charlatão. Emir Sader é um paradigma da universidade brasileira. Ele é a prova cabal de que, por trás da cantilena de "produção do conhecimento", o que há nos mestrados e doutorados do país é uma usina de produção de marxismo e derivados.

Em Cuba, Chico Buarque seria fuzilado ou condenado a 20 anos de prisão se falasse mal de Fidel Castro. No Brasil, o máximo que lhe aconteceu foi ser admoestado pelos militares, o que lhe garante até hoje uma conta bancária maior do que seu indiscutível talento

Estou plenamente convicto de que a universidade brasileira não é solução para nada — ela é parte essencial do problema. As principais mazelas do Brasil são fomentadas artificialmente pela universidade, que, desde a década de 50, na ânsia de criar um novo mundo, especializou-se em destruir o existente. Isso fica muito claro quando se estuda a origem social dos guerrilheiros que pegaram em armas contra o regime militar. Eles vieram, em sua maioria, das universidades. Não tinham o menor apoio popular. Como é que o povo podia apoiar um bando de tresloucados que, de arma em punho, pregavam a derrubada de uma ditadura imaginária? Porque até o final de 1968, com a edição do AI-5, só havia ditadura na imaginação dos universitários.

Foi exatamente durante os propalados "Anos de Chumbo" que o Brasil viveu uma das maiores efervescências culturais de sua história, com os festivais, a imprensa alternativa, a Tropicália, o Cinema Novo, Chico e Vandré, Caetano e Gil. Ao contrário de Cuba, onde Chico Buarque seria fuzilado ou condenado a 20 anos de prisão se falasse mal de Fidel Castro, no Brasil, o máximo que lhe aconteceu foi ser admoestado pelos militares, o que lhe garante até hoje uma conta bancária maior do que seu indiscutível talento. Num ambiente assim, existe alguma razão plausível para se pegar em arma ou até para se perpetrarem atentados terroristas, como fizeram muitos grupos guerrilheiros? Obviamente, não. Em toda guerra, os primeiros sacrificados são os inocentes, portanto, a opção pela luta armada para derrubar um regime só se justifica quando esse regime é sanguinário e opressivo, incidindo sobre toda a vida social e não apenas sobre a esfera política. Era o que acontecia na terra do Menino do Pijama Listrado, daí o Levante do Beco de Varsóvia, em 1943, quando judeus desesperados — não tendo senão uma morte horrenda como alternativa — preferiram abreviar a vida numa luta suicida contra as tropas nazistas.

Mas esse não era o caso do Brasil dos militares. Aqui, os guerrilheiros eram homens e mulheres bem nascidos que, por puro espírito de aventura, jogavam fora o futuro como médicos, engenheiros e advogados e se arvoravam a libertadores da pátria, sem notar que a maioria esmagadora da população — provavelmente mais de 90 por cento — não se sentia oprimida nem pedia para ser libertada. Pelo contrário, o regime instalado em 1964 teve forte apoio popular e quando começou a ser repudiado nas urnas, em 1974, com a expressiva vitória do velho MDB, esse repúdio era mais de caráter econômico que político. A inflação estava recomeçando e os pobres votaram contra a "carestia", que é como chamavam a inflação na época.

Já escrevi repetidas vezes, mas a ocasião me obriga a escrever de novo: quem acha que no Brasil houve uma ditadura sanguinária, totalitária, nos moldes nazistas (é essa a visão que se tem dos militares nas escolas) deve ler Pedagogia do Oprimido, o panfleto de auto-ajuda marxista do pedagogo Paulo Freire. Esse livro — que faz uma defesa explícita da luta armada e santifica Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tsé-Tung — foi publicado em pleno ano de 1970, no Rio de Janeiro, pela Editora Paz e Terra, ligada aos padres da Teologia da Libertação. Em 1981, Pedagogia do Oprimido já estava na 10ª edição. Um verdadeiro best-seller, levando em conta que não é um livro comercial e o Brasil tinha muito menos estudantes universitários do que tem hoje. Ora, se o regime militar foi o período "mais sombrio da nossa história", como dizem os intelectuais de esquerda, como se explica o sucesso editorial de uma obra que o combatia? Em Havana seria possível publicar um livro do gênero contra Fidel Castro, o santo fardado de Buarques e Sáderes?

Mas nem é preciso recorrer à ditadura cubana para demonstrar que os intelectuais brasileiros mentem descaradamente quando dizem que o regime militar de 64 foi uma ditadura sanguinária. A própria história recente do Brasil — contada mentirosamente por eles — mostra a contradição em que incorrem. É só comparar a "Revolução de 30" com a "Ditadura Militar" (ponho as expressões entre aspas para remeter ao modo como os dois períodos costumam ser chamados nos livros de história). Qual a diferença entre os dois períodos? A rigor, nenhuma. Salvo o fato de que Getúlio Vargas era um ditador civil, obviamente apoiado por militares, porque toda ditadura precisa de armas.

Se a sanguinária ditadura Vargas merece, nos livros de história, o epíteto de 'Revolução de 30' (justificadamente, por sinal), por que os governos militares não podem ser chamados de 'Revolução de 64', uma vez que também mudaram a face do Brasil?

Sob o ponto de vista da repressão, Vargas foi muito pior do que os militares. O seu período, sim, foi literalmente "anos de chumbo". Enquanto os militares procuraram preservar as instituições, garantindo eleições legislativas e a independência do Judiciário, Vargas centralizou todos os poderes em suas mãos, destituindo governadores e nomeando interventores em seu lugar. São Paulo se rebelou, na chamada Revolução Constitucionalista de 32, e Vargas bombardeou o Estado — o episódio mais sangrento da história brasileira no século passado, apesar de ofuscado pela preferência dos intelectuais pela Guerrilha do Araguaia. Todavia, mesmo quem não pegava em armas, não ficava ileso. O escritor Graciliano Ramos, individualista nato, incapaz de arregimentar qualquer movimento político, acabou sendo preso durante quase um ano, num presídio comum, sem julgamento. Seu único crime: escrever o romance São Bernardo, entre outros escritos tidos como comunistas. Bem que merecia, mas não teve indenização alguma pelo arbítrio de que foi vítima. Ao contrário dos fanfarrões que pegaram em armas contra os militares, o Velho Graça tinha vergonha na cara.

Se a sanguinária ditadura de Getúlio Vargas merece, nos livros de história, o epíteto de "Revolução de 30" (justificadamente, por sinal), por que os governos militares não podem ser chamados de "Revolução de 64", levando em conta que também mudaram a face do Brasil? Vargas já era ditador desde o início de seu governo, antes mesmo da implantação do Estado Novo, em 1937, quando a tresloucada Intentona Comunista de 35 levou ao recrudescimento do regime. Já os militares só foram verdadeiramente ditadores a partir de 12 de dezembro de 1968, quando editaram o AI-5, obrigados pelos atos de terror da esquerda armada, treinada e financiada por Fidel Castro e abençoada por intelectuais como Paulo Freire. Mesmo assim, foi uma ditadura cirúrgica, circunscrita aos inimigos declarados do regime. Tanto que não chegou a matar nem 500 pessoas, como reconhecem os próprios autores de esquerda nos balanços que fizeram do período. As vítimas inocentes, em sua maioria, tombaram por terem sido usadas como escudo pelos adversários do regime.

Um dos argumentos de Maria Victoria Benevides para criticar o editorial da Folha é que não se mede ditadura com estatísticas: "Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar 'importâncias' e estatísticas". Em artigo publicado, na terça-feira, 24, o jornalista Fernando de Barros e Silva, editor de Brasil da Folha, corrobora a tese da socióloga: "Algumas matam mais, outras menos, mas toda ditadura é igualmente repugnante. Devemos agora contar cadáveres para medir níveis de afabilidade ou criar algum ranking entre regimes bárbaros?" Claro que devemos — respondo eu. Todo crime só se iguala em repugnância para aquele que é sua vítima, mas para quem o analisa de fora, especialmente se esse alguém for um historiador, há uma enorme diferença entre matar 100 pessoas ou matar 100 mil. Se Hitler tivesse matado apenas uma centena de judeus, o nazismo seria a encarnação do mal no imaginário do mundo contemporâneo?

Só não vê que ditadura também se mede com estatísticas aqueles que têm medo dos números. Ao ver que nenhuma ditadura capitalista até hoje conseguiu igualar os mais de 100 milhões de mortos do comunismo no mundo, a esquerda inventou esse argumento falacioso de que uma só morte perpetrada por uma ditadura diminui toda a humanidade, como se o homem-massa da revolução marxista tivesse lugar na poesia metafísica de John Donne. Justamente a esquerda, que não faz conta do individuo de carne e osso, só da massa de manobra da revolução. O regime militar não apenas matou muito menos gente do que outros regimes autoritários — também foi capaz de criar um modelo de ditadura que deveria ser exportado. Toda ditadura costuma ser encarnada por um homem só, que se torna escravo do poder que concentra, perdendo inclusive os freios morais. Daí a profusão de ditadores sádicos, pessoalmente sedentos de sangue humano.

Boa parte do chamado movimento social — que hoje alimenta o PT e demais partidos de esquerda — começou a ser construído graças a esse processo de institucionalização do país gestado pelos militares. Começando pelas próprias universidades federais — cobras a quem os militares deram asas

No Brasil isso não ocorreu. Os militares criaram uma espécie de ditadura institucional, em que o poder não era encarnado por nenhum homem, mas pela instituição — as Forças Armadas. Nem o principio federativo foi quebrado num primeiro momento, como ocorreu de imediato com a ditadura de Getúlio Vargas. Antes do recrudescimento da luta armada, ainda houve eleição para governadores e, mesmo depois que elas foram suspensas, o legislativo continuou funcionando. Essa quase normalidade institucional propiciou até o surgimento e fortalecimento de uma oposição que jamais houvera em toda a história do Brasil — a oposição institucional, criada e mantida pelas próprias entranhas do Estado.

Boa parte do chamado movimento social — que hoje alimenta o PT e demais partidos de esquerda — começou a ser construído graças a esse processo de institucionalização do país gestado pelos militares. Começando pelas próprias universidades federais — cobras a quem os militares deram asas. A Reforma Universitária feita pelos militares em 1968 profissionalizou o ensino superior no país, instituindo antigas reivindicações da própria comunidade acadêmica, como dedicação exclusiva de docentes, introdução de vestibular unificado e implantação de mestrados e doutorados. Valendo-se dessa estrutura, os intelectuais de esquerda se infiltraram nas universidades e, a partir delas, forjaram em todo o país um movimento social de proveta, destinado não a resolver problemas, mas a fomentá-los.

Um exemplo são os quase 50 mil homicídios que ocorrem anualmente no país. Eles decorrem, em grande parte, da irresponsabilidade doentia dos intelectuais brasileiros, que, à força de pressionar o Congresso Nacional, levaram à completa lassidão das leis penais, hoje irreversível, já que a mentalidade pueril da esquerda parece ter contaminado até os ministros do Supremo. Não é a toa que o ministro Gilmar Mendes deixa entrever que, a qualquer momento, pode soltar nas ruas 189 mil dos cerca de 440 mil presos do país, muitos deles homicidas e estupradores. Aí, sim, teremos um verdadeiro genocídio da população indefesa, em parte porque a esquerda, com o objetivo de demonizar os militares, transformou o falacioso conceito de direitos humanos num dogma divino. Como se vê, a criminalização paranóica dos militares só atende a um objetivo — esconder que os intelectuais de esquerda forjaram um país muito pior que o deles.

* Artigo publicado no Jornal Opção, de Goiânia, em 1º de março de 2009.

* * José Maria e Silva. Jornalista e sociólogo, com graduação em Jornalismo (1995) e mestrado em Sociologia (2003) pela Universidade Federal de Goiás. Foi redator-chefe do Jornal Opção, de Goiânia."ANOS DE CHUMBO': A DITADURA DA MENTIRA - José Maria e Silva

O Regime Militar de 64 é a muleta moral dos intelectuais — eles o acusam de todos os crimes para melhor acobertarem os próprios

"A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida." (Paulo Freire, em "Pedagogia do Oprimido", defendendo os fuzilamentos sumários comandados por Che Guevara e Fidel Castro)

Para o sociólogo e jornalista José Maria, a universidade brasileira, na ânsia de criar um novo mundo, especializou-se em destruir o existente.

Com quantas vidas se faz uma ditadura? Na belíssima novela de John Boyne, O Menino do Pijama Listrado, essa pergunta é respondida pelo espanto de Bruno, um menino de nove anos. Sempre que ele se surpreende com o mundo do Fúria à sua volta, seus olhos se arregalam, sua boca faz o formato de um O e seus braços caem ao longo do corpo.

A obra, uma elegia à inocência da vida que não sabe da morte, deveria ser lida — e meditada — pelos 3.949 intelectuais que, até agora, assinaram um manifesto contra a Folha de S. Paulo, repudiando o editorial "Limites a Chávez", publicado em 17 de fevereiro último, no qual a ditadura militar brasileira é indiretamente chamada de "ditabranda". O Menino do Pijama Listrado (o livro, não vi o filme) demonstra, metaforicamente, a abissal diferença entre um regime autoritário (circunscrito à esfera política) e um regime totalitário (que permeia todas as instâncias sociais).

As primeiras reações ao editorial da Folha partiram da socióloga Maria Victória Benevides, professora da Faculdade de Educação da USP, e do advogado Fábio Konder Comparato, professor aposentado pela mesma instituição. Esquecendo-se que a universidade que representam arrasta até hoje um cadáver insepulto (o do estudante de medicina morto num trote em 1999), Benevides e Comparato encenaram uma indignação que jamais sentiram diante das quase 100 mil mortes perpetradas pela Trindade Cubana (Fidel, Guevara e Raúl Castro) — 17 mil na boca dos fuzis, em execuções sumárias, e 80 mil nos dentes dos tubarões, em fuga para os Estados Unidos. Como a Folha de S. Paulo chamou a atenção para essa dúbia moral de Benevides e Comparato, lembrando que eles jamais protestaram contra a ditadura cubana, os dois intocáveis uspianos se sentiram feridos e, em resposta, fizeram o que os intelectuais de esquerda mais sabem fazer quando são pegos sem argumentos — conclamaram o rebanho para um manifesto.

O inefável Antonio Candido, decano dos intelectuais de esquerda, encabeça o repúdio à Folha, que também conta com figuras como o indefectível Emir Sader, intelectual que, diante de Che Guevara, cai de joelhos por terra, parafraseando a missa: "Guevara, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e serei salvo". Quem duvida que Emir Sader é capaz dessa oração diante do guerrilheiro argentino, leia o que ele escreveu num artigo publicado em Carta Maior: "Não vou gastar palavras inúteis para falar do Che. Basta reproduzir algumas das suas frases, que selecionei para o livro Sem Perder a Ternura". Também diante de Marx e Fidel, Sader emudece: "O que falar de Marx que permaneça à sua altura? O que escrever sobre Fidel?"

Se o ensino superior no Brasil, público e privado, não fosse mero aparelho ideológico da esquerda, Emir Sader jamais teria virado doutor em ciência política pela USP e professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de orientador de teses e dissertações. Sem dúvida, estaria até hoje tentando passar no vestibular e sendo reprovado sempre, por não ter argumentos para retratar personagens da história. Que universidade isenta aceitaria um aluno que, ao ouvir falar de Marx, Guevara e Fidel, não fosse capaz de articular uma só palavra e se comportasse feito os silvícolas do Anhangüera, embriagado pelo álcool incandescente da revolução? Já imaginaram se um intelectual de "direita" dissesse não ter palavras diante de Karl Popper? Seria acusado de ignorante e charlatão. Emir Sader é um paradigma da universidade brasileira. Ele é a prova cabal de que, por trás da cantilena de "produção do conhecimento", o que há nos mestrados e doutorados do país é uma usina de produção de marxismo e derivados.

Em Cuba, Chico Buarque seria fuzilado ou condenado a 20 anos de prisão se falasse mal de Fidel Castro. No Brasil, o máximo que lhe aconteceu foi ser admoestado pelos militares, o que lhe garante até hoje uma conta bancária maior do que seu indiscutível talento

Estou plenamente convicto de que a universidade brasileira não é solução para nada — ela é parte essencial do problema. As principais mazelas do Brasil são fomentadas artificialmente pela universidade, que, desde a década de 50, na ânsia de criar um novo mundo, especializou-se em destruir o existente. Isso fica muito claro quando se estuda a origem social dos guerrilheiros que pegaram em armas contra o regime militar. Eles vieram, em sua maioria, das universidades. Não tinham o menor apoio popular. Como é que o povo podia apoiar um bando de tresloucados que, de arma em punho, pregavam a derrubada de uma ditadura imaginária? Porque até o final de 1968, com a edição do AI-5, só havia ditadura na imaginação dos universitários.

Foi exatamente durante os propalados "Anos de Chumbo" que o Brasil viveu uma das maiores efervescências culturais de sua história, com os festivais, a imprensa alternativa, a Tropicália, o Cinema Novo, Chico e Vandré, Caetano e Gil. Ao contrário de Cuba, onde Chico Buarque seria fuzilado ou condenado a 20 anos de prisão se falasse mal de Fidel Castro, no Brasil, o máximo que lhe aconteceu foi ser admoestado pelos militares, o que lhe garante até hoje uma conta bancária maior do que seu indiscutível talento. Num ambiente assim, existe alguma razão plausível para se pegar em arma ou até para se perpetrarem atentados terroristas, como fizeram muitos grupos guerrilheiros? Obviamente, não. Em toda guerra, os primeiros sacrificados são os inocentes, portanto, a opção pela luta armada para derrubar um regime só se justifica quando esse regime é sanguinário e opressivo, incidindo sobre toda a vida social e não apenas sobre a esfera política. Era o que acontecia na terra do Menino do Pijama Listrado, daí o Levante do Beco de Varsóvia, em 1943, quando judeus desesperados — não tendo senão uma morte horrenda como alternativa — preferiram abreviar a vida numa luta suicida contra as tropas nazistas.

Mas esse não era o caso do Brasil dos militares. Aqui, os guerrilheiros eram homens e mulheres bem nascidos que, por puro espírito de aventura, jogavam fora o futuro como médicos, engenheiros e advogados e se arvoravam a libertadores da pátria, sem notar que a maioria esmagadora da população — provavelmente mais de 90 por cento — não se sentia oprimida nem pedia para ser libertada. Pelo contrário, o regime instalado em 1964 teve forte apoio popular e quando começou a ser repudiado nas urnas, em 1974, com a expressiva vitória do velho MDB, esse repúdio era mais de caráter econômico que político. A inflação estava recomeçando e os pobres votaram contra a "carestia", que é como chamavam a inflação na época.

Já escrevi repetidas vezes, mas a ocasião me obriga a escrever de novo: quem acha que no Brasil houve uma ditadura sanguinária, totalitária, nos moldes nazistas (é essa a visão que se tem dos militares nas escolas) deve ler Pedagogia do Oprimido, o panfleto de auto-ajuda marxista do pedagogo Paulo Freire. Esse livro — que faz uma defesa explícita da luta armada e santifica Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tsé-Tung — foi publicado em pleno ano de 1970, no Rio de Janeiro, pela Editora Paz e Terra, ligada aos padres da Teologia da Libertação. Em 1981, Pedagogia do Oprimido já estava na 10ª edição. Um verdadeiro best-seller, levando em conta que não é um livro comercial e o Brasil tinha muito menos estudantes universitários do que tem hoje. Ora, se o regime militar foi o período "mais sombrio da nossa história", como dizem os intelectuais de esquerda, como se explica o sucesso editorial de uma obra que o combatia? Em Havana seria possível publicar um livro do gênero contra Fidel Castro, o santo fardado de Buarques e Sáderes?

Mas nem é preciso recorrer à ditadura cubana para demonstrar que os intelectuais brasileiros mentem descaradamente quando dizem que o regime militar de 64 foi uma ditadura sanguinária. A própria história recente do Brasil — contada mentirosamente por eles — mostra a contradição em que incorrem. É só comparar a "Revolução de 30" com a "Ditadura Militar" (ponho as expressões entre aspas para remeter ao modo como os dois períodos costumam ser chamados nos livros de história). Qual a diferença entre os dois períodos? A rigor, nenhuma. Salvo o fato de que Getúlio Vargas era um ditador civil, obviamente apoiado por militares, porque toda ditadura precisa de armas.

Se a sanguinária ditadura Vargas merece, nos livros de história, o epíteto de 'Revolução de 30' (justificadamente, por sinal), por que os governos militares não podem ser chamados de 'Revolução de 64', uma vez que também mudaram a face do Brasil?

Sob o ponto de vista da repressão, Vargas foi muito pior do que os militares. O seu período, sim, foi literalmente "anos de chumbo". Enquanto os militares procuraram preservar as instituições, garantindo eleições legislativas e a independência do Judiciário, Vargas centralizou todos os poderes em suas mãos, destituindo governadores e nomeando interventores em seu lugar. São Paulo se rebelou, na chamada Revolução Constitucionalista de 32, e Vargas bombardeou o Estado — o episódio mais sangrento da história brasileira no século passado, apesar de ofuscado pela preferência dos intelectuais pela Guerrilha do Araguaia. Todavia, mesmo quem não pegava em armas, não ficava ileso. O escritor Graciliano Ramos, individualista nato, incapaz de arregimentar qualquer movimento político, acabou sendo preso durante quase um ano, num presídio comum, sem julgamento. Seu único crime: escrever o romance São Bernardo, entre outros escritos tidos como comunistas. Bem que merecia, mas não teve indenização alguma pelo arbítrio de que foi vítima. Ao contrário dos fanfarrões que pegaram em armas contra os militares, o Velho Graça tinha vergonha na cara.

Se a sanguinária ditadura de Getúlio Vargas merece, nos livros de história, o epíteto de "Revolução de 30" (justificadamente, por sinal), por que os governos militares não podem ser chamados de "Revolução de 64", levando em conta que também mudaram a face do Brasil? Vargas já era ditador desde o início de seu governo, antes mesmo da implantação do Estado Novo, em 1937, quando a tresloucada Intentona Comunista de 35 levou ao recrudescimento do regime. Já os militares só foram verdadeiramente ditadores a partir de 12 de dezembro de 1968, quando editaram o AI-5, obrigados pelos atos de terror da esquerda armada, treinada e financiada por Fidel Castro e abençoada por intelectuais como Paulo Freire. Mesmo assim, foi uma ditadura cirúrgica, circunscrita aos inimigos declarados do regime. Tanto que não chegou a matar nem 500 pessoas, como reconhecem os próprios autores de esquerda nos balanços que fizeram do período. As vítimas inocentes, em sua maioria, tombaram por terem sido usadas como escudo pelos adversários do regime.

Um dos argumentos de Maria Victoria Benevides para criticar o editorial da Folha é que não se mede ditadura com estatísticas: "Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar 'importâncias' e estatísticas". Em artigo publicado, na terça-feira, 24, o jornalista Fernando de Barros e Silva, editor de Brasil da Folha, corrobora a tese da socióloga: "Algumas matam mais, outras menos, mas toda ditadura é igualmente repugnante. Devemos agora contar cadáveres para medir níveis de afabilidade ou criar algum ranking entre regimes bárbaros?" Claro que devemos — respondo eu. Todo crime só se iguala em repugnância para aquele que é sua vítima, mas para quem o analisa de fora, especialmente se esse alguém for um historiador, há uma enorme diferença entre matar 100 pessoas ou matar 100 mil. Se Hitler tivesse matado apenas uma centena de judeus, o nazismo seria a encarnação do mal no imaginário do mundo contemporâneo?

Só não vê que ditadura também se mede com estatísticas aqueles que têm medo dos números. Ao ver que nenhuma ditadura capitalista até hoje conseguiu igualar os mais de 100 milhões de mortos do comunismo no mundo, a esquerda inventou esse argumento falacioso de que uma só morte perpetrada por uma ditadura diminui toda a humanidade, como se o homem-massa da revolução marxista tivesse lugar na poesia metafísica de John Donne. Justamente a esquerda, que não faz conta do individuo de carne e osso, só da massa de manobra da revolução. O regime militar não apenas matou muito menos gente do que outros regimes autoritários — também foi capaz de criar um modelo de ditadura que deveria ser exportado. Toda ditadura costuma ser encarnada por um homem só, que se torna escravo do poder que concentra, perdendo inclusive os freios morais. Daí a profusão de ditadores sádicos, pessoalmente sedentos de sangue humano.

Boa parte do chamado movimento social — que hoje alimenta o PT e demais partidos de esquerda — começou a ser construído graças a esse processo de institucionalização do país gestado pelos militares. Começando pelas próprias universidades federais — cobras a quem os militares deram asas

No Brasil isso não ocorreu. Os militares criaram uma espécie de ditadura institucional, em que o poder não era encarnado por nenhum homem, mas pela instituição — as Forças Armadas. Nem o principio federativo foi quebrado num primeiro momento, como ocorreu de imediato com a ditadura de Getúlio Vargas. Antes do recrudescimento da luta armada, ainda houve eleição para governadores e, mesmo depois que elas foram suspensas, o legislativo continuou funcionando. Essa quase normalidade institucional propiciou até o surgimento e fortalecimento de uma oposição que jamais houvera em toda a história do Brasil — a oposição institucional, criada e mantida pelas próprias entranhas do Estado.

Boa parte do chamado movimento social — que hoje alimenta o PT e demais partidos de esquerda — começou a ser construído graças a esse processo de institucionalização do país gestado pelos militares. Começando pelas próprias universidades federais — cobras a quem os militares deram asas. A Reforma Universitária feita pelos militares em 1968 profissionalizou o ensino superior no país, instituindo antigas reivindicações da própria comunidade acadêmica, como dedicação exclusiva de docentes, introdução de vestibular unificado e implantação de mestrados e doutorados. Valendo-se dessa estrutura, os intelectuais de esquerda se infiltraram nas universidades e, a partir delas, forjaram em todo o país um movimento social de proveta, destinado não a resolver problemas, mas a fomentá-los.

Um exemplo são os quase 50 mil homicídios que ocorrem anualmente no país. Eles decorrem, em grande parte, da irresponsabilidade doentia dos intelectuais brasileiros, que, à força de pressionar o Congresso Nacional, levaram à completa lassidão das leis penais, hoje irreversível, já que a mentalidade pueril da esquerda parece ter contaminado até os ministros do Supremo. Não é a toa que o ministro Gilmar Mendes deixa entrever que, a qualquer momento, pode soltar nas ruas 189 mil dos cerca de 440 mil presos do país, muitos deles homicidas e estupradores. Aí, sim, teremos um verdadeiro genocídio da população indefesa, em parte porque a esquerda, com o objetivo de demonizar os militares, transformou o falacioso conceito de direitos humanos num dogma divino. Como se vê, a criminalização paranóica dos militares só atende a um objetivo — esconder que os intelectuais de esquerda forjaram um país muito pior que o deles.

* Artigo publicado no Jornal Opção, de Goiânia, em 1º de março de 2009.

* * José Maria e Silva. Jornalista e sociólogo, com graduação em Jornalismo (1995) e mestrado em Sociologia (2003) pela Universidade Federal de Goiás. Foi redator-chefe do Jornal Opção, de Goiânia.

Irmão de presidente peruano enviado à prisão onde está líder do Sendero Luminoso

Antauro Humala, irmão do presidente peruano Ollanta Humala e condenado a 19 anos de prisão, foi levado para uma prisão no interior de uma base naval, onde cumpre pena de prisão perpétua Abimael Guzmán, líder da guerrilha Sendero Luminoso, informou nesta segunda-feira o ministro da Justiça, Juan Jiménez.
"Quero informar que nesta madrugada o interno Antauro Humala foi trasladado de presídio para a Base Naval del Callao (próxima a Lima), com todas as garantias para sua vida, sua segurança e sua saúde", informou a televisão estatal TV Peru.
O ex-major Antauro Humala foi condenado por liderar uma rebelião em 2005 que deixou seis mortos, durante o governo de Alejandro Toledo.

Irã diz que não cederá


O Irã não cederá às sanções do Ocidente, especialmente dos Estados Unidos, por seu programa nuclear, afirmou o ministro de Assuntos Exteriores iraniano, Ali Akbar Salehi, em entrevista divulgada nesta segunda-feira pela agência oficial, Irna. As declarações de Salehi acontecem a menos de duas semanas da reunião que o Irã deve realizar em Istambul, a partir do dia 13 de abril, com o Grupo 5+1 (cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas mais a Alemanha) para tratar de seu programa nuclear e das sanções impostas ao país.
"O Ocidente pensa que, da mesma forma que muitos países, o Irã também sucumbirá às pressões dos Estados Unidos, mas essa hipótese é radicalmente falsa", disse Salehi em relação às crescentes sanções impostas por Washington a Teerã, com a intenção de paralisar seus setores bancário e petroleiro. Salehi acusou os países ocidentais de "inumeráveis complôs" contra a República Islâmica do Irã e afirmou que Teerã pôde "resistir a suas conspirações permanecendo vigilante e com prudência, sem menosprezar nenhum inimigo, inclusive se for inferior".
Na opinião do responsável pela diplomacia iraniana, as últimas sanções petrolíferas impostas por Washington, que ameaçam os países que importam petróleo do Irã "não representam um retrocesso em sua postura". "Washington retrocederá em suas posturas apenas quando ver que tem todos os caminhos bloqueados", acrescentou Salehi, em referência a alguns países, entre eles a China, que anunciaram não aceitar as ameaças americanas.
Segundo ele, após mais de três décadas de sanções, as novas impostas pelos EUA e pela União Europeia "criarão problemas menores, mas continuaremos nosso caminho" de avanço no programa nuclear, que Teerã afirma ser exclusivamente civil e pacífico. Os iranianos, na opinião de Salehi, incluindo os que vivem no exterior e rejeitam o regime vigente, "apoiam de forma unânime a opinião de fazer uso da tecnologia nuclear para propósitos pacíficos, que é um direito inalienável da nação iraniana", segundo a Irna.
Ele também afirmou que as Forças Armadas iranianas estão "perfeitamente preparadas para defender a República Islâmica de uma invasão inimiga", em referência às ameaças de Israel, Estados Unidos e em certa medida do Reino Unido de atacar o Irã para frear seu desenvolvimento nuclear. As principais autoridades civis e militares iranianas advertiram que em caso de ataque darão uma resposta "arrasadora" e que são capazes de alcançar o território de Israel assim como as bases e navios dos EUA na região.
Tanto as Nações Unidas quanto os EUA e a UE mantêm sanções ao Irã por causa de seu programa nuclear, que alguns Governos, com o de Washington, acham que pode ter uma vertente militar destinada a fabricar bombas atômicas. Teerã nega e afirma que cumpre com todos os requisitos do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), do qual é signatário, sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), apesar das suspeitas desta agência da ONU com relação ao Irã.
Alguns países, como a Rússia e a China, se opõem a novas sanções ao Irã e advertiram que um eventual ataque militar ao território iraniano poderia ter consequências imprevisíveis e catastróficas para o mundo, opinião compartilhada por vários governantes e analistas, inclusive em Israel e nos EUA.

Sarkozy se agarra a imigração e terrorismo para driblar rejeição

Queda do poder aquisitivo, alta do desemprego, elevação dos impostos. Com um balanço de governo negativo no plano econômico - a maior preocupação dos franceses em tempos de crise na zona do euro -, o presidente conservador e candidato à reeleição Nicolas Sarkozy se esforça para trazer à tona os temas caros à direita, como imigração, segurança e terrorismo. Especialistas afirmam que esses argumentos podem ser os únicos capazes de levá-lo para um segundo mandato, nas eleições presidenciais que começam no próximo dia 22 e se encerram em 6 de maio.
Ficou difícil para o presidente defender o próprio governo: ao final de cinco anos no Palácio do Eliseu, Sarkozy não conseguiu cumprir suas principais promessas de campanha em 2007, quando se elegeu às custas do slogan "trabalhar mais para ganhar mais" e jurava ser "o presidente do aumento do poder aquisitivo". O que se viu foi o contrário: o desemprego atinge 9,9% da população, o índice mais alto dos últimos 12 anos. Consequência direta, 337 mil franceses passaram à pobreza desde que ele foi eleito. O aumento do poder aquisitivo no país ficou bem abaixo do esperado, de apenas 2%.
Outra das principais promessas do presidente, a de reduzir a dívida pública da França para 60% do PIB, também foi para o ralo. A dívida, na realidade, explodiu durante o período: passou de 64% para 85,5% do Produto Interno Bruto francês. Para evitar um rombo ainda maior, os impostos foram aumentados, elevando o índice médio de tributação de 43,5% para 45% da renda dos franceses.
Os números ajudam a explicar por que Sarkozy é o presidente mais impopular da 5ª República francesa, chegando a atingir o recorde de rejeição de 20% de opiniões favoráveis em maio de 2011, com apenas 17% dos franceses considerando que ele faz um bom governo. O resultado é que a massa eleitoral responsável pela eleição do presidente em 2007, as classes modestas, tanto urbanas como rurais, que viam seu nível de vida se degradar, parecem não acreditar mais na sua palavra. De acordo com um estudo realizado pelo geógrafo Christophe Guilluy com o respeitado instituto de pesquisas Ipsos, desta vez esses eleitores apontam preferência pelo principal rival de Sarkozy, o socialista François Hollande - 28% de intenções de voto para o candidato socialista, contra 25,5% para o atual presidente.
"Essa França que acreditou em Sarkozy demonstra ser particularmente severa contra ele neste momento. Em alguns aspectos, como a falta de trabalho, a avaliação do governo de Sarkozy beira a rejeição completa", diz Teinturier, diretor do Ipsos. "Entretanto, é preciso ressaltar que essa parte da sociedade é também a que mais demonstra indecisão no voto, ou seja, as cartas estão lançadas e nesta altura da campanha, nada está decidido", afirma ele.
Drama de Toulouse
A situação desfavorável levou o conservador a empurrar o máximo que pôde sua entrada na corrida eleitoral, na expectativa de demonstrar a imagem de um chefe de Estado ativo e concentrado em diminuir a crise até os últimos instantes do mandato - a crise mundial, aliás, é o seu maior escudo para se defender sobre o desempenho bem abaixo do esperado na economia. Tão logo entrou em campanha, o presidente-candidato apostou as fichas na inserção, no debate político, dos temas tradicionais da direita: anunciou a intenção de reduzir pela metade o número de imigrantes aceitos em solo francês, exaltou os resultados em segurança pública do seu governo - embora baseado em estatísticas contestadas - e não hesitou em participar das polêmicas levantadas pela candidata da extrema-direita, Marine Le Pen.
Um exemplo foi quando Le Pen questionou a origem da carne consumida na França: segundo ela, 100% da produção francesa hoje seria obtida sob os rituais muçulmanos (carne halal), o significaria que a França estaria "se rendendo" ao islamismo, uma das principais bandeiras do extremismo de direita na Europa. Enquanto Hollande se recusou a comentar o assunto, Sarkozy chegou a visitar a maior atacado alimentício do país, em Rungis, e prometeu apertar a fiscalização sobre o abate de animais.
O último episódio em que pôde explorar as convicções de direita, o drama do atirador de Toulouse, marcou também a consolidação da recuperação da sua candidatura. Ao se mostrar como um presidente sem piedade contra o terrorismo, Sarkozy busca o apoio dos franceses que temem ataques e sabem que, neste aspecto, um governo de direita tende a fazer mais do que um de esquerda. Desde que o governo localizou e matou o extremista Mohamed Merah, autor de sete assassinatos em nove dias no sudoeste do país, as pesquisas de intenções de voto se mostram cada vez mais favoráveis para o presidente, embora ainda deem a vitória para o socialista, no segundo turno.
"Se Sarkozy conseguir implantar definitivamente na campanha as temáticas ligadas à segurança, ele terá, sim, mais chances de vencer. Este, aliás, sempre foi o maior temor da esquerda, pois sabe que nestas questões reside o seu ponto fraco", explica o cientista político Jean-Daniel Lévy, diretor do Departamento de Política e Opinião do Instituto Harris Interactive. Lévy analisa que, com a rápida solução do caso, finalmente "o presidente ajudou o candidato Sarkozy". "Mas ele precisa fazer isso com todo o cuidado, para os franceses não acharem que está se aproveitando de uma tragédia para tirar proveito eleitoral", diz Lévy.

Mal informado governo da Catalunha concede premio a Lula

Luiz Inácio Lula da Silva foi confirmado nesta segunda-feira como o vencedor do 24º Prêmio Internacional Catalunha, concedido anualmente pelo governo regional catalão (Generalitat) em reconhecimento às políticas sociais e econômicas. A escolha de Lula, por unanimidade, foi anunciada hoje por Artur Mas, presidente da Generalitat e também do júri.
O Prêmio Internacional Catalunha foi criado para reconhecer as pessoas cuja trajetória é relacionada com a promoção dos valores culturais, científicos e humanos. Além de ter exaltado toda a trajetória de Lula, o presidente da Generalit assinalou que o júri também buscou reconhecer o caráter pessoal do ex-presidente brasileiro em sua luta contra a pobreza e a desigualdade.
Depois de agradecer o prêmio, Lula anunciou que, se sua saúde permitir, estará presente na entrega do prêmio em Barcelona, prevista para o mês de junho.

Lula doa prêmio de R$ 181 mil a país africano
LULA SOBE EM 10% O BOLSA VOTO
PAC = PROGRAMADE ACELERAÇÃO DE CAMPANHA
FINALMENTE SAI DOS 03% CUSTE O QUE CUSTAR
LULA PAGA 3 VEZES MAIS PELA ENERGIA ELETRICA DO PARAGUAY
LULA PAGA ASSISTENCIA SOCIAL NO PARAGUAY
LULA PAGA ASSISTENCIA MÉDICA NO PARAGUAY
LULA CONSTROI ESTRADA NA VENEZUELA
LULA CONSTROI HIDRELÉTRICA NO EQUADOR
LULA PERDOA DÍVIDA DO EQUADOR
LULA CONSTROI ESTRADA NA BOLÍVIA
LULA PERDOA DÍVIDA DA BOLÍVIA
LULA PERDOA DÍVIDA DE CUBA
LULA CONSTROI PORTO EM CUBA
LULA PERDOA DÍVIDA DA ÀFRICA
LULA DOA USINA PETROLIFERA NA VENEZUELA
LULA LANÇA CANDIDATURA DE EX - ASSALTANTE
LULA DÁ ASILO PARA TERRORISTA ITALIANO
LULA DÁ CIDADANIA A 100 MIL IMIGRANTES ILEGAIS NO BRASIL
LULA DÁ 1/3 DE RORAIMA PARA MEIA DÚZIA DE ÍNDIOS DA GUIANA.
LULA DEFENDE A COREIA DO NORTE
LULA DEFENDE A 'DEMOCRACIA' DE CUBA
LULA DEFENDE TODOS OS CUMPANHEROS

http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20090806215102AA0UAaU

Você é ENERGIA pura, então fique atento!

Pensamentos obsessivos
Ficar remoendo um problema cansa mais do que um dia inteiro de trabalho físico, pois pensar gasta energia, e todos nós sabemos disso. Quem não tem domínio sobre seus pensamentos, torna-se escravo da mente e acaba gastando a energia que poderia ser convertida em atitudes concretas, além de alimentar ainda mais os conflitos. Não basta estar atento ao volume de pensamentos, é preciso prestar atenção à qualidade deles. Pensamentos positivos, éticos e elevados podem recarregar as energias, enquanto o pessimismo consome energia e atrai mais negatividade para nossas vidas.


Sentimentos tóxicos
Choques emocionais e raiva intensa também esgotam as energias, assim como ressentimentos e mágoas nutridos durante anos seguidos. Não é à toa que muitas pessoas ficam estagnadas e não são prósperas. Isso acontece quando a energia que alimenta o prazer, o sucesso e a felicidade é gasta na manutenção de sentimentos negativos. Medo e culpa também gastam energia, e a ansiedade descompassa a vida. Por outro lado, os sentimentos positivos, como a amizade, o amor, a confiança, o desprendimento, a solidariedade, a auto-estima, a alegria e o bom-humor recarregam as energia e dão força para empreender nossos projetos e superar os obstáculos.


Maus hábitos, falta de cuidado com o corpo
Descanso, boa alimentação, hábitos saudáveis, exercícios físicos e o lazer são sempre colocados em segundo plano. A rotina corrida e a competitividade fazem com que haja negligência em relação a aspectos básicos para a manutenção da saúde energética.


Fugir do presente
O homem tem a tendência de achar que no passado as coisas eram mais fáceis: "bons tempos aqueles!", costumam dizer. Tanto os saudosistas, que se apegam às lembranças do passado, quanto aqueles que não conseguem esquecer os traumas, colocam suas energias no passado. Por outro lado, os sonhadores ou as pessoas que vivem esperando pelo futuro, depositando nele sua felicidade e realização, deixam pouca ou nenhuma energia no presente. E é apenas no presente que podemos construir nossas vidas.


Falta de perdão
Libertar o que aconteceu e olhar para frente. Perdoar significa soltar ressentimentos, mágoas e culpas. Quanto mais perdoamos, menos bagagem interior carregamos, gastando menos energia ao alimentar as feridas do passado. O perdão é uma atitude inteligente daquele que busca viver bem e quer seus caminhos livres, abertos para a felicidade. Quem não sabe perdoar os outros e a si mesmo, fica "energeticamente obeso", carregando fardos passados.


Mentira pessoal
Todos mentem ao longo da vida, mas para sustentar as mentiras muita energia é gasta. Somos educados para desempenhar papéis e não para sermos nós mesmos: a mocinha boazinha, o machão, a vítima, a mãe extremosa, o corajoso, o pai enérgico, o mártir e o intelectual. Quando somos nós mesmos, a vida flui e tudo acontece com pouco esforço.


Viver a vida do outro
Ninguém vive só, mas é preciso ter noção de limites e saber amadurecer também nossa individualidade. Esse equilíbrio nos resguarda energeticamente e nos recarrega. Quem cuida da vida do outro, sofrendo seus problemas e interferindo mais do que é recomendável, acaba não tendo energia para construir sua própria vida. O único prêmio, nesse caso, é a frustração.


Bagunça e projetos inacabados
A bagunça afeta muito as pessoas, causando confusão mental e emocional. Um truque legal quando a vida anda confusa é arrumar a casa, os armários, gavetas, a bolsa e os documentos, além de fazer uma faxina no que está sujo. À medida em que ordenamos e limpamos os objetos, também colocamos em ordem nossa mente e coração. Pode não resolver o problema, mas dá alívio. Não terminar as tarefas é outro "escape" de energia. Todas as vezes que você vê, por exemplo, aquele trabalho que não concluiu, ele lhe "diz" inconscientemente: "você não me terminou!" Isso gasta uma energia tremenda. Ou você a termina ou livre-se dela e assuma que não vai concluir o trabalho. O importante é tomar uma atitude. O desenvolvimento do auto-conhecimento, da disciplina e da determinação farão com que você não invista em projetos que não serão concluídos e que apenas consumirão seu tempo e energia.


Afastamento da natureza
A maior fonte de alimento energético é a natureza, que nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas. O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia. A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.


Novamente - posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou seja, cuide da própria energia. Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes estão diretamente relacionados as pessoas que moram ou trabalham no local. O ambiente faz a pessoa, e vice-versa.

Avião com 43 passageiros cai na Rússia pouco depois de decolar


Um avião ATR-72 da companhia Utair caiu próximo da cidade de Tyumen, na região da Sibéria (Rússia), no fim da noite deste domingo. Fontes não oficiais, ouvidas pela agência RT, dizem que boa parte das 43 pessoas a bordo morreram, sendo ao todo 39 passageiros (entre eles crianças) e 4 membros da tripulação.
O último levantamento divulgado pelas autoridades russas diz que 31 corpos já foram resgatados e a estimativa é que haja doze sobreviventes, ainda gravemente feridos. O modelo ATR-72 é um bimotor de origem francesa, que pode transportar cerca de 74 pessoas.
A aeronove caiu nas proximidades da cidade de Tyumen, pouco depois de partir do aeroporto local com destino a Surgut. A torre perdeu contato com o piloto pouco depois da decolagem. Não se sabe ainda o que causou a queda.
"Após cair o avião explodiu e ficou em chamas. Os feridos foram retirados de helicóptero", disse o porta-voz do Departamento de Emergências de Tiumen, Vadim Grebennikov, que não disponibilizou outras informações.
Aproximadamente 200 pessoas de equipes de resgate já estão na área do acidente e um avião com psicólogos já partiu de Moscou para auxiliar.

Advogado diz que Demóstenes não pensa em renunciar

O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) se reuniu na noite deste domingo, em Brasília para discutir estratégias de defesa com seus advogados. Na chegada ao aeroporto seu advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que ele não pensa em deixar o cargo. "Pelo que acabei de conversar com ele por telefone... não pensa em renunciar", afirmou. As informações são do Fantástico.
Torres tem sido alvo de diversos escândalos desde que o bicheiro Carlos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo. Áudios da investigação apontam que o parlamentar atuava no Legislativo e junto a órgãos públicos, como Ibama, Anvisa e Infraero, em favor de Cachoeira. Os rumores em Brasília são de que Demóstenes deve renunciar até a terça-feira, prazo que seu partido, o Democratas, lhe deu para prestar esclarecimentos.

domingo, 1 de abril de 2012

Artigo emprestado de A verdade sufocada

Como estava o Brasil antes do golpe de 1964

Cameron: em 1982, Argentina 'roubou liberdade' dos habitantes das Malvinas

O primeiro-ministro britânico David Cameron denunciou nesta segunda-feira (horário local) "o ato de agressão" cometido pela Argentina há 30 anos, destinado segundo ele a "roubar a liberdade" dos habitantes das Malvinas, o arquipélago do Atlântico Sul que foi palco de uma guerra-relâmpago em 1982.

"Há 30 anos hoje, a população das Falklands (nome britânico dado às Malvinas) sofreu um ato de agressão destinado a roubar sua liberdade e seu modo de vida", afirmou Cameron em uma declaração divulgada por Downing Street.

"É um dia de memória e de reflexão: um dia para lembrar todos aqueles que perderam sua vida no conflito, os membros de nossas forças armadas assim como os militares argentinos que morreram", completou o primeiro-ministro por conta do 30º aniversário do conflito entre Londres e Buenos Aires.

"Hoje louvamos o heroísmo" das forças britânicas que "libertaram as ilhas", completou Cameron. "Estamos orgulhosos do papel desempenhado pelo Reino Unido para corrigir um erro fundamental (cometido pela Argentina). Os habitantes das Falklands podem ficar orgulhosos do porvir estável e promissor que constróem desde 1982".

O Reino Unido "continua firmemente decidido a fazer respeitar o direito dos habitantes das Falklands, e o direito dos habitantes das Falklands de decidir eles mesmos seu porvir. Tratava-se do princípio fundamental que estava em jogo há 30 anos, e esse é o princípio que reafirmamos solenemente hoje em dia", insistiu o primeiro-ministro.

Em 2 de abril de 1982 desatou-se a guerra das Malvinas entre Argentina e Reino Unido, com o desembarque de tropas argentinas no arquipélago. O conflito, que durou até 14 de junho de 1982, deixou 649 mortos do lado argentino e 255 do britânico.

Com o 30º aniversário do conflito, a tensão entre os dois países foi crescendo com uma verdadeira "guerra de palavras" entre Londres e Buenos Aires.