domingo, 29 de janeiro de 2012

Montadoras enviam ao exterior US$ 5,58 bi faturados no Brasil

Por Pedro Kutney *

A julgar pelos lucros que receberam, as matrizes de diversas montadoras de automóveis não tiveram do que reclamar de suas subsidiárias brasileiras em 2011. Os dados estão fresquinhos, foram divulgados pelo Banco Central na última terça-feira (24): a indústria automotiva no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, à frente até de bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Não se trata de números frívolos: foram os próprios fabricantes de veículos que registraram junto ao BC remessas de lucros e dividendos no total de US$ 5,58 bilhões, o maior valor de todos os tempos, equivalente a 19% de todas as operações desse tipo no ano no Brasil e 36% superior aos US$ 4,1 bilhões de 2010.

Não por acaso, as remessas recordistas de lucros e dividendos das montadoras instaladas no país aumentaram justamente no momento em que as matrizes mais sofrem nos mercados maduros de Europa e América do Norte, e por isso precisam sustentar seus resultados financeiros com o caixa das subsidiárias em países emergentes. O BC não publica a lista de empresas remetentes de dinheiro nem os valores individuais, muito menos as empresas informam qualquer dado sobre o tema, alegando que só divulgam balanços no exterior -- mas lá também não se encontram os lucros recebidos de cada subsidiária; e assim tudo fica por isso mesmo.

Nada contra o lucro, tudo contra esconder esses números como se fosse coisa ilegal. Não é. Contudo, é no mínimo desconfortável, tendo em vista que as montadoras, em maior ou menor grau, estão alinhadas ao discurso da falta de competitividade brasileira, que torna difícil a vida por aqui, e que por isso precisaria ser compensada com generosos incentivos fiscais e financiamento público de investimentos. Os dividendos remetidos mostram que a vida no Brasil pode ser complicada, mas também pode ser altamente lucrativa.

CONCEITO ALOPRADO

É fato que existem problemas de competitividade. Por isso mesmo é surpreendente que, em ambiente tão adverso como pintam as montadoras, as remessas de lucros e dividendos tenham aumentado tanto.

Vale destacar que esses resultados foram conseguidos, em sua maioria, com a venda de carros que têm graus de sofisticação e conforto bastante inferiores em comparação com os modelos fabricados nos países de origem das empresas instaladas aqui, porque no Brasil o poder aquisitivo dos consumidores também é menor -- ainda que esteja em ascensão. Em tese, são produtos menos rentáveis, que -- para piorar -- no Brasil recebem uma das maiores cargas tributárias do mundo para competir com a margem de lucro.

Cabe ressaltar, também, que a produção das fábricas brasileiras de veículos avançou muito pouco em 2011, apenas 0,7% sobre 2010 -- ou seja, produziu-se quase o mesmo e, ainda assim, foi possível remeter muito mais lucro: US$ 1,5 bilhão a mais do que no exercício anterior.

Portanto, temos no Brasil um caso inusitado, digno de estudos acadêmicos ainda a serem feitos: fabricantes de veículos dizem enfrentar aqui custos altos de toda natureza, fazem produtos considerados de baixa rentabilidade, com alta incidência de impostos, a produção não avança -- e, ainda assim, remetem lucros bilionários às matrizes.

Além disso, ainda sobra algum para prometer investimentos combinados que já passam de US$ 26 bilhões nos próximos cinco anos, considerando somente os anúncios feitos até dezembro passado. Só lucros generosos -- e financiamentos públicos idem -- podem justificar a aplicação de tamanha fortuna para fazer no Brasil novos produtos e aumentar a capacidade de 18 fábricas de carros e nove de caminhões, além da construção de oito novas plantas de automóveis e seis de veículos comerciais pesados, elevando o número total de unidades de produção das atuais 24 para 38, com capacidade para fazer 6,5 milhões de unidades por ano a partir de 2015.

Por mais aloprado que o conceito pareça, é preciso reconhecer que "Custo Brasil" e "Lucro Brasil" são como irmãos siameses: andam grudados, um puxando o outro, mas sempre na mesma direção: para cima, no preço dos carros, relativamente altos em relação ao que oferecem.

BOM EXEMPLO

O Brasil tem, sim, problemas de competitividade a enfrentar, mas por certo o lucro não está entre eles. Portanto, não há nenhuma justificativa para aumentá-los por meio das medidas de incentivo ao setor automotivo nacional (ou seria transnacional?), que estão em gestação no governo e podem ser anunciadas em fevereiro.

Muito pelo contrário: assim como o país deveria reduzir impostos sobre veículos, as montadoras deveriam dar o bom exemplo de diminuir lucros e incluir mais qualidade tecnológica nos modelos produzidos aqui.

* É jornalista; este artigo foi publicado em Automotive Business

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Projeto de resolução da missão de observadores da Liga Árabe

Os países europeus consideraram que a retirada da missão da Síria fez sobressair a necessidade de uma intervenção por parte da ONU.



O ministro francês dos Negócios Estrangeiros contactou o homólogo russo na tentativa de travar a resistência de Moscovo ao projeto de resolução apresentado oficialmente na sexta-feira junto do Conselho de Segurança, indicaram diplomatas.

O projeto, elaborado pelo Reino Unido, França, Alemanha e que foi apresentado formalmente por Marrocos, país árabe dos 15 membros do Conselho de Segurança - visa "desbloquear" o atual impasse na ONU sobre o conflito na Síria.

"Nós vamos trabalhar com Marrocos, como líder, e outros membros do Conselho de modo a apresentar o texto de resolução até à data" prevista, afirmou um porta-voz da delegação britânica nas Nações Unidas.

A apresentação no Conselho de Segurança na próxima terça-feira "será o ponto de vista definitivo da Liga Árabe, mas a suspensão da sua missão de observadores mostra que nunca foram capazes de fazer o seu trabalho de forma adequada", aditou o responsável.

O secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, e o primeiro-ministro do Qatar, o xeque Hamad Ben Jassem al-Thani devem comparecer em Nova Iorque no encontro de Conselho para pressionar a ONU a agir. O esboço apresentado no Conselho de Segurança das Nações Unidas "apoia totalmente" o plano da Liga Árabe que apela à imposição de sanções e prevê a transferência do poder para o vice-presidente, seguida de eleições. Uma proposta que "cruzou `as linhas vermelhas` que não podem ser ultrapassadas", na perspetiva do embaixador russo junto da ONU, Vitaly Churkin, que, na sexta-feira, reiterou que a Rússia se opõe a qualquer sinal de sanções, embargo de armas ou "mudança de regime".
Depois de Moscovo ter manifestado a sua oposição, o ministro dos Negócios Estrangeiros da França, Alain Juppé, enviou uma mensagem ao seu homólogo russo, Sergei Lavrov, para "enfatizar a importância de uma cooperação construtiva entre a França e a Rússia" sobre a questão da Síria, segundo fez saber o porta-voz do chefe da diplomacia francesa, Bernard Valero. Vários outros ministros europeus mencionaram, entretanto, a necessidade de as Nações Unidas agirem rapidamente para que uma resolução sobre o assunto possa ser aprovada.

"Agora é tempo para a comunidade internacional se unir, incluindo concordarem acerca da resolução do Conselho de Segurança esta semana para deixar claro ao presidente Assad e ao seu regime que a `matança` tem de parar", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague.

"Uma reação clara do Conselho de Segurança da ONU é cada vez mais urgente", concordou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Guido Westerwelle.

"Tudo tem de ser feito para que seja obtido rapidamente um acordo acerca do projeto de resolução", reforçou, por seu turno, o porta-voz da França, Valero, através de um comunicado divulgado em Paris.

O Conselho de Segurança não aprovou uma única resolução sobre a Síria desde que estalaram os protestos contra o regime de Bashar al-Assad em março de 2011. Segundo o mais recente balanço da ONU, a sangrenta repressão dos protestos anti-regime já causou mais de 5400 mortos em todo o país.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Juízes culpam mensalão por crise do Judiciário

Com os nervos à flor da pele, resultado da crise de credibilidade após revelações de movimentações financeiras atípicas de magistrados, a elite da toga, reunida em Teresina, apontou ontem interesses de "emparedar" o Supremo Tribunal Federal exatamente no ano em que será julgado o maior escândalo da Era Lula.

O mensalão pode ser o pano de fundo da turbulência que atravessa a magistratura, desconfiam líderes da classe, doutos desembargadores e desembargadoras que presidem os 27 Tribunais de Justiça do País e que estão reunidos desde quinta-feira para debater o "aprimoramento das atividades" do Poder que julga.

Sem citar explicitamente os nomes dos inimigos - por cautela, até que se prove o contrário, como manda o rito processual, adotam o silêncio quando instados a identificar quem os aflige -, magistrados acreditam que "alguns réus" do processo criminal que desafia o STF ou pessoas ligadas a eles estão à sombra de uma trama bem urdida para desestabilizar o Judiciário. Entre os 38 réus do mensalão, pontuam os magistrados, vários ainda têm força política aqui e ali.

"O Supremo está emparedado por pessoas que querem abalar os alicerces do Judiciário",brada Henrique Nélson Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a mais poderosa e influente entidade da toga, com 15 mil magistrados a ela agregados.

"Que processo o Supremo vai julgar proximamente? O mais importante de todos os processos", diz Calandra. "Alguns réus podem estar por trás disso (dos ataques à toga). Que tem, tem. Eu não estou falando do Zé Dirceu (ex-ministro chefe da Casa Civil de Lula), ele foi meu colega da faculdade. Mas é estranhíssimo que no dia em que o ministro Joaquim Barbosa (relator do mensalão) passa o processo para Lewandowski aí vem essa onda toda, que ele (ministro Ricardo Lewandowski) levantou (pagamentos acumulados do TJ-SP). Acho que tem alguma coisa esquisita nisso tudo", sentencia Calandra.

O desembargador Marcus Faver, dirigente máximo do Colégio de Presidentes dos TJs, também faz suas conjecturas. "O Judiciário brasileiro está sofrendo um abalo nas suas estruturas. A quem interessa abalar as estruturas de um Poder constituído e que defende os princípios democráticos de um País?", indaga Faver, que foi presidente do Tribunal de Justiça do Rio e integrou a primeira composição do CNJ.

"Pode até ser gente de fora (do rol dos mensaleiros), não é? Mas ligada a esse grupo", conspira o presidente da AMB.

Ivan Sartori, presidente do TJ de São Paulo, maior corte do País, vai na mesma toada. "Acho que existe sim um movimento contra o Supremo. Não sei qual é a razão. Há várias especulações. Esse movimento vem de lados que não sabemos de onde, mas que vem se utilizando da imprensa com certeza. Alguns especulam que seria do caso do mensalão, outros especulam que seria simplesmente uma divergência, uma dissonância entre o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o Supremo. A verdade é que existe uma situação de hostilidade, pelo menos a imprensa demonstra, contra o STF por interesses que não sabemos, por enquanto, quais são. Vamos ter que apurar", prega Sartori.

Com a palavra Edvaldo Pereira de Moura, desembargador, presidente do TJ do Piauí, 64 anos, "magistrado de carreira desde 14 de julho de 1977": "O que a gente percebe, não é de hoje, é que parece que existe um movimento orquestrado de descrédito e desmoralização da Justiça. É difícil a gente apontar esse ou aquele por esse movimento, mas a gente percebe esse interesse. O Calandra indica que esse processo (do mensalão) é que motivaria essa preocupação com a desestabilização".

Carta

Ao fim do encontro, os magistrados endossaram, por unanimidade, carta em que manifestam a preocupação com a crise. Com apenas quatro itens, a carta manifesta "profunda preocupação com o momento vivido pelo Poder Judiciário em face da notória exposição negativa a que tem sido submetido em detrimento da democracia". Enfatizam, ainda, "a importância de ser integralmente preservada a autonomia dos tribunais". Sobre a divulgação das movimentações financeiras da classe, cutucam o CNJ ao enfatizar que "o ordenamento jurídico brasileiro impõe a necessidade de autorização judicial para a quebra de sigilo fiscal e bancário, em respeito à dignidade humana". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Membros do CNJ estarão em peso em ato da OAB em defesa do Conselho

Vários integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmaram presença no ato público que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promoverá em defesa dos poderes do Conselho para investigar magistrados por desvios ético-disciplinares. O ato será realizado na próxima terça-feira (31), a partir das 14h, na sede da OAB, em Brasília. Da atual composição do CNJ, estarão presentes o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Carlos Alberto Reis de Paula; Marcelo Nobre, representante da Câmara; Bruno Dantas, representante do Senado Federal; Wellington Saraiva, procurador regional indicado pela Procuradoria Geral da República; Gilberto Valente Martins, promotor indicado pela Procuradoria Geral da República; e os advogados Jorge Helio Chaves Oliveira e Jefferson Kravchychyn, representantes da OAB. O primeiro presidente do CNJ, Nelson Jobim, que também é ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça e da Defesa, também confirmou presença.
Diversas entidades de peso da sociedade civil brasileira - como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) - e de importantes personalidades das áreas jurídica e política do País também participarão do ato. Entre os juristas confirmados estão Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior, o ex-ministro da Justiça e ex-presidente da OAB, Márcio Thomaz Bastos, e diversos presidentes de Seccionais, conselheiros federais e membros honorários vitalícios da entidade.
Dentre os parlamentares, estarão presentes os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), Pedro Taques (PDT-MT), Álvaro Dias (PSDB-PR), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Ciro Nogueira (PP-PI), Randolfo Rodrigues (PSOL-AP) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e os deputados Fábio Trad (PMDB-MS), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e Sandro Mabel (PMDB-GO).
Prevendo expressiva repercussão do evento, a expectativa do presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, é de que o ato marcará a importância do CNJ para a garantia da transparência no Poder Judiciário brasileiro. "A sociedade está consciente de que a atuação do CNJ é de grande relevância para o fortalecimento da Justiça", afirmou Ophir. O evento pró CNJ do dia 31 pretende ser um alerta contra as tentativas de esvaziamento das atribuições do órgão de controle externo do Judiciário, expressas na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4638, em exame no Supremo Tribunal Federal (STF), cujo mérito deve ser julgado logo após a abertura do ano Judiciário, dia 1º de fevereiro.
Além dos presidentes da CNBB, dom Raymundo Damasceno, e da ABI, Maurício Azedo, entre os dirigentes de entidades que confirmaram comparecimento ao ato estão também os da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Associação Nacional dos Procuradores Federais (Anpaf), Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) e Movimento de Combate à Corrupção (MCC).

VIAGEM HISTÓRICA REFLEXIVA PELO MOVIMENTO MILITAR de 31 de março de 1964

Não estamos sós. As palavras admiráveis do jovem advogado PEDRO JORGE MEDEIROS É A DEMONSTRAÇÃO DE QUE A VERDADE VENCE!
GRUPO GUARARAPES AGRADECE! VITÓRIA É A VERDADE!

Sempre fui inquieto, principalmente diante das questões sociais, e esta inquietude se exacerbava quando ouvia dizer que os militares tomaram de assalto o poder em março de 64, que se tornaram cruéis ditadores, que mataram, que torturaram milhares de pessoas... Procurei estudar e conversar com vários personagens que de uma forma ou de outra vivenciaram esse período da história de nosso país, para saber realmente o que ocorreu no final de março de 1964. Entretanto, o que me impulsionou a escrever esse artigo, foi observar, o que ocorreu com um grande empresário que se tornou famoso no ramo de televisão, quando estava passando por sérios problemas financeiros, e surgiu em sua rede televisiva a novela ‘’Amor e Revolução’’, onde os militares são vistos como crápulas, matadores de indefessos e os que estão no poder hoje em dia são tratados como verdadeiros “santos”. Isso me fez refletir a afirmação de Nelson Rodrigues: “toda unanimidade é burra”, e aqui procuro relatar os fatos ocorridos naqueles anos.

A temperatura política já fervia desde o suicídio de Getúlio Vargas em agosto de 1954. Após alguns problemas enfrentados, o governo de JK chegou ao final sem muitos sobressaltos, entretanto a situação voltou a ficar quente com a renúncia de Jânio Quadros. O vice-presidente João Goulart, herdeiro político de Getúlio, gerava desconfiança no cenário político da época. E como já temos em nossas raízes latina, o que aqui chamamos de “um jeitinho”; Jango voltou da China, e assumiu como Presidente em um regime Parlamentarista.

Em novembro de 1961 o Deputado pernambucano Francisco Julião, esteve em Cuba com Fidel Castro, se aconselhando com o ditador cubano para uma possível instalação do comunismo no Brasil, e para cá voltou com um lema muito divulgado na época “reforma agrária na Lei ou na marra’’.

Com a queda de um avião da Varig no Peru, em 1962, ficou cristalina o apoio de Cuba a guerrilha no Brasil, pois, foram encontrados documentos que relatavam os óbices que existiam para organizar uma guerrilha por aqui.

Pouco depois, através de um plebiscito realizado em janeiro de 1963, Jango consegue retornar ao regime presidencialista com uma larga margem de votos.

No mesmo ano, Leonel Brizola foi ao congresso procurar apoio para realizar o que ele costumeiramente chamava de reformas de base, que na sua concepção tinham principalmente, a reforma agrária e a estatização das companhias de petróleo; contudo, não obtendo apoio nas casas legislativas para modificar o ordenamento jurídico da época, procurou mobilizar sindicatos e bases militares, para conseguir seu intento.

A efervescência política era muito grande, Jango mostrava que não tinha um pulso forte para determinar apuração de escândalos de corrupção que estavam emergindo no seu governo, extremistas de ambos os lados se armavam para defender seus pontos de vista e procuravam nutrir suas crenças defendendo com fervor seus objetivos.



Em junho de 1963, o Ministro da Guerra, General Amaury Kruel foi demitido, alguns setores das Forças Armadas, reagiram a esta demissão. Naquela ocasião o governo poderia ter caído, entretanto, Kruel considerou sua exoneração feito estrito de competência do Presidente da República, um ato que manteve o império da legalidade democrática resguardado.

A oficialidade estava em crise, em menos de 2 anos Jango mudou o Ministro da Guerra quatro vezes, ato impensável em uma ordem democrática. Brizola, que comandava os operários da Frente de Mobilização Popular, propagava que a tradicional estrutura das Forças Armadas estavam para ruir, existia uma subversão de baixo para cima.

Quando setembro chegou, mais precisamente no dia 13, os sargentos e cabos fizeram um levante em Brasília, protestando contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral – TSE de torná-los inelegíveis. Os amotinados chegaram a ocupar o Ministério da Marinha e os prédios da Rádio Nacional de da Companhia Telefônica, cortando as comunicações em Brasília. O levante foi derrotado em poucas horas, mas a ferida já estava dilacerada e no seio da oficialidade o sinal amarelo acendeu.

No dia 4 de outubro, o Presidente se reuniu com alguns oficiais e decidiu que o Corpo de Pára-quedistas deveria prender o Governador da Guanabara Carlos Lacerda e posteriormente o governo decretaria estado de sítio. Entretanto a ordem não foi cumprida, Jango, alguns anos depois falou que havia percebido que tinha sido deposto naquele dia, pois acionou o botão de comando e a força não o obedecera.

A preocupação dentro das Forças Armadas era constante, Jango, com o apoio de esquerdistas promovia Coronéis ligados à causa, tornando-os conhecidos como ‘’Generais do Povo’’, em contrapartida, os coronéis ligados ao alto comando do exército estimulavam aos Generais: Olímpio de Mourão Filho, Peri Bevilaqua, Justino Alves e Costa e Silva, a iniciarem uma conspiração. Não havia entretanto, clima favorável a alguma ação militar, e esses coronéis, entre os quais João Figueiredo, chegaram a conclusão que existia apenas um militar com credenciais para liderar uma possível conspiração e contar com o apoio dos generais, no caso o cearense Castello Branco, a maioria dos oficiais tinha consolidado suas posições nos bancos da Escola Superior de Guerra.

O ano de 1964, começava com muitos problemas e preocupações, na área econômica o país estava em crise, a inflação batia recordes jamais vistos, as greves estouravam a todo instante, os sindicatos comandavam o governo, os escândalos de corrupção eram manchetes diárias; para piorar a situação em 17 de Janeiro, o líder comunista Luiz Carlos Prestes esteve em Moscou em companhia de Mikhail Suslov, e ambos se encontraram com Nikita Krusschev. Nesse famoso encontro Prestes afirmou categoricamente: “Se a reação levantar a cabeça, nós a cortaremos de imediato’’.

A sociedade civil estava em polvorosa, preocupados com Brizola, que em seus muitos discursos defendia ações radicais, inclusive excitando a população a aderir à luta armada, através do grupo dos 11, onde seria formado vários pequenos exércitos de guerrilheiros com a intenção de instalar no Brasil uma ditadura comunista, de acordo com vários documentos foi inclusive, descoberta uma cartilha que orientava as pessoas a reunir armas “de espingardas de carga dos camponeses até revólveres, pistolas e metralhadoras’’, pedia também para usar mulheres e crianças como escudos humanos, e mandava executar os reféns sem compaixão.

No dia 13 de Março, o Presidente João Goulart, faz um comício na Central do Brasil no Rio de Janeiro, pregando a necessidade das reformas de base, e anuncia que havia assinado um decreto que encampava todas as refinarias de petróleo particulares e desapropriava terras as margens de rodovias para a reforma agrária, falou também que o povo estava acima da Constituição e que a mesma deveria ser reformada imediatamente. No mesmo local Brizola e Miguel Arraes sugeriram como ‘’solução pacífica’’ o fechamento do congresso, e a criação de uma assembléia constituinte formada por “camponeses, operários e sargentos’’.

A situação se complicava, parlamentares de oposição buscavam apoio nas Forças Armadas, inclusive propondo mudar o Congresso Nacional para Belo Horizonte, Rio de Janeiro ou São Paulo, caso a esquerda radical viesse a dar um golpe e fechá-lo. Castello Branco afirmou que a única forma de salvar as Casas Legislativas seria sua manutenção em Brasília.

A oposição se mobilizava, a Igreja Católica organizou uma passeata contra Jango, no dia 19 de Março, no centro de São Paulo, onde estiveram presentes cerca de quinhentas mil pessoas, foi a famosa: “Marcha da Família com Deus pela Liberdade’’. A classe média estava apavorada com o avanço das esquerdas.

Em 23 de Março, cerca de mil marinheiros e suboficiais se reuniram na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, no Rio de Janeiro, para comemorar o aniversário da Associação dos Marinheiros e Fuzileiros Navais, considerada ilegal pela Marinha. O Ministro Sílvio Mota, ordenou que um destacamento de fuzileiros esvaziasse o local e prendesse os organizadores, mas muitos fuzileiros acabaram aderindo à rebelião, entretanto, a mesma foi controlada.

O Almirante Sílvio Mota, foi demitido no dia 25 de março e o novo Ministro o Almirante Paulo Mário, que tinha sido escolhido em uma lista tríplice oferecida pela CGT, mandou soltar os revoltosos, todos foram anistiados, ninguém seria punido. Esses atos caíram como uma bomba no colo da oficialidade. O Princípio da disciplina, o mais importante da hierarquia militar, tinha sido atingido quase que mortalmente.

Na segunda feira, dia 30 de março, Jango discursou para cerca de dois mil sargentos no Automóvel Clube do Rio de Janeiro, não em tom de conciliação como sua assessoria havia previsto, discursou de improviso e inflamado com a presença dos suboficiais falou novamente na famosas reformas de base. No mesmo instante em Minas Gerais o General Olimpio de Mourão Filho já iniciava sua marcha para a Guanabara.

O Jornal Correio da Manhã, que apoiava Jango, publicou no seu editorial de 31 de Março, ‘’BASTA!!!! FORA!!! O Brasil já sofreu demais com o governo atual. Agora, basta!’’

Jango foi à Brasília tentar organizar uma resistência, porém os quartéis já estavam rebelados, não obteve o apoio necessário, foi ao Rio Grande do Sul, seu reduto político, onde poderia ter sido preso, entretanto os oficiais deixaram o Presidente deposto partir para o exílio no Uruguai.

Bilac Pinto junto com Francisco Campos e Carlos Medeiros da Silva, deram um viés constitucional ao Movimento Militar, que perdeu a característica dos golpes habituais, transformando-se numa ação revolucionária na medida em que gerou direitos e reformou a constituição.

No período que antecedeu o Movimento Militar a esquerda estava se armando e a direita bem mais organizada, comandada por Adhemar de Barros, que armava mais tropas para-militares de direita como, a PAB, que estava fortemente armada e a própria polícia de São Paulo, que era uma espécie de milícia de Adhemar.

Os militares, durante o movimento que derrubou João Goulart e que durou 55horas, conseguiram a proeza de evitar uma guerra civil, ao custo de uma única morte, ou seja, de um cel. da FAB, envolvido em conflitos pessoais com o brig. Wanderley Lavanéri, em Porto Alegre.

Na realidade, os militares desmontaram a máquina comunista e colocaram focinheira nos direitistas, criando a Inspetoria Geral das Polícias Militares, submetendo-a ao comando do exército. Vivíamos, na época uma nervosa guerra fria, onde duas grandes potências mundiais, os Estados Unidos e a União Soviética lutavam para aumentar sua área de atuação.

Só para fazermos um exercício de raciocínio, imaginemos uma guerra civil no Brasil em plena guerra fria, onde se expandiria um festival de “bondades’’, com americanos e soviéticos armando direitistas e comunistas a um custo talvez de milhões de mortos. O famoso guerrilheiro Carlos Marighella, falou em uma entrevista que “o Brasil seria um novo Vietnã’’.

No período de 1964 á 1968 ocorreram muitas cassações, inclusive de Adhemar de Barros e Carlos Lacerda que apoiaram o movimento, entretanto, nesse período os presos tinham direito a advogados, e o Congresso votava as leis. Ocorreram inúmeros casos de terror, vários atentados, inclusive no Aeroporto dos Guararapes em Recife, com quatro mortos e dezessete feridos, tendo neste atentado, como alvo o Presidente Costa e Silva.

Ocorreram também mais de cem assaltos a bancos por organizações terroristas, entre elas a Guerrilha da Serra de Caparáo. Em 1968, o terrorismo e os sequestros se intensificaram, levando a morte do estudante: Orlando Lovecchio Filho, 22 anos, por uma bomba colocada pelo comunista Sérgio Ferro e seus colegas.

Mesmo como regime de exceção os militares nesse período realizaram eleições diretas para 11 governadores de estado, tendo, a oposição vencido na Guanabara com Negrão de Lima e em Minas Gerais com Israel Pinheiro.

Em 13 de dezembro de 1968, foi decretado o Ato Institucional 5 –AI 5, iniciando na minha concepção a ditadura propriamente dita, muito embora, os militares não souberam, ou não tiveram o interesse em inocular na mente da juventude e da população em geral a ideologia do poder. Disciplinas escolares criadas para esse fim, como Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil, eram ministradas nas diversas escolas por professores ligados a causa esquerdista, as novelas, ‘’febre’’ popular no momento, eram escritas principalmente por Janet Clair e Dias Gomes, ambos comunistas declarados. Com a inoperância da propaganda governista e o gramicismo importado pelos comunistas, começaram a gerar no imaginário popular o MILITAR como inimigo público nº 1.

Como consequências do regime militar, podemos destacar os 400 mortos de um lado e 150 do outro, além de diversos atos de tortura, os quais condenamos veementemente. Entretanto sem desconsiderar o valor da vida humana, e os grandes efeitos de uma perca desta dimensão para a sociedade como um todo, não podemos evitar a comparação com regimes de cessão de direita como a Argentina, onde 30 mil pessoas foram mortas, ou de esquerda, como em Cuba, na China, na União Soviética e no Camboja, onde os mortos passaram das casas dos milhões. Vale também ressaltar que o Brasil, neste período, viveu o “milagre econômico” e cresceu a uma taxa de 15% a 18% ao ano, saindo do 42º lugar da economia para o 8º e tirando milhões de brasileiros da pobreza extrema.



Pedro Jorge Medeiros
p.jorgemedeiros@gmail.com
O BRASIL COMEÇA A MUDAR:

A SAIDA DO PRESIDENTE DA PETROBRÁS;

A MÃO FIRME DO GENERAL FRAXE;

O DOCUMENTO DO COMANDANTE DO EXÉRCITO EM DEFESA DOS VELHOS REFORMADOS E PENSIONISTAS SÃO SINAIS DE QUE HÁ UMA PEQUENA LUZ NO FIM DO TÚNEL.

BRASIL ACIMA DE TUDO! VERDADE! VIVA A VERDADE!

GRUPO GUARARAPES

Pinheirinho: Comunicado PM SP. gestaodeemail@policiamilitar.sp.gov.b

Caro(a) amigo(a) da Polícia Militar,

Entenda a Operação Pinheirinho.
A ação de reintegração de posse na Comunidade de Pinheirinho é da Justiça Estadual. A atuação da Polícia Militar foi em apoio aos Oficiais de Justiça para que a área fosse desocupada, sempre dentro da legalidade e com respeito incondicional aos direitos humanos e às pessoas. Caso algum fato pontual tenha se desviado dessa orientação, será rigorosamente apurado.



Histórico:
Desde o ano de 2004, a área se encontrava invadida e famílias ali se instalaram, dando início a uma demanda judicial de reintegração de posse que já se arrasta por mais de sete anos. Durante todo este tempo, muitas famílias foram se aglomerando na região e estimava-se em 700 famílias e 3.000 pessoas.

A reintegração deveria ocorrer no dia 17, contudo houve uma liminar da Justiça Federal e, na dúvida da competência, foi suspensa. Esse conflito foi afastado pela Corte Estadual que determinou a imediata reintegração, o que aconteceu no último dia 22.

O planejamento da ação:
Preocupada com a integridade física das famílias, a Polícia Militar planejou minuciosamente a ação com levantamento do serviço de Inteligência, comunicação prévia a todos os envolvidos por meio de ampla divulgação com uso de panfletos lançados de aeronave, comunicados à imprensa, além de contato direto estabelecido pelos policiais militares junto aos moradores.

O planejamento durou dois meses e meio, com todas as etapas comunicadas à autoridade judiciária estadual responsável pela a ação, envolvendo as necessidades de meios materiais para transporte e mudança do patrimônio das pessoas, assistência social, psicológica e tudo o que fosse necessário para o menor transtorno possível.

Sabia-se que a maioria das pessoas que lá residiam eram de bem, contudo havia também infratores da lei que perpetravam ações criminosas e prejudiciais à própria comunidade Pinheirinho, inclusive tráfico de drogas.

Outro ponto que causou preocupação da Polícia Militar foi os preparativos para o enfrentamento observado por alguns moradores, exibindo pontaletes, barricadas de madeiras e pneus, tudo para resistir à ordem judicial.

Preocupação comprovada, pois durante a ação foram detidas 32 pessoas, 9 ficaram presas e 13 carros, e uma padaria queimados.


Repercussão da ação:
Declarações falaciosas que têm sido propaladas por pessoas descomprometidas com os reais valores democráticos tentam macular a ação e legítima realizada pelos policiais militares, não obstante a disposição reativa, e até criminosa, demonstrada por manifestantes armados e preparados para o confronto, conforme se pode constatar nos links abaixo:
http://br.noticias.yahoo.com/fotos/reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse-em-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-1326476916-slideshow/
http://br.noticias.yahoo.com/fotos/reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse-em-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-1326476916-slideshow/pinheirinho-photo-1326476748.html
http://br.noticias.yahoo.com/fotos/reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse-em-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-1326476916-slideshow/pinheirinho-photo-1326476749.html
http://br.noticias.yahoo.com/fotos/reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse-em-s%C3%A3o-jos%C3%A9-dos-campos-1326476916-slideshow/pinheirinho-photo-1326476755.html

Por outro lado, instituições regularmente constituídas para defender os valores supremos, como direito à vida, à integridade física e à dignidade da pessoa humana, também se irmanam com a Polícia Militar na defesa da legalidade e nos apoiam no cumprimento dessa missão, conforme se observa em seus respectivos sites:

http://www.oabsjc.org.br/site/boletim3.asp?codnot=100157
http://portal.tj.sp.gov.br/Institucional/CanaisComunicacao/Noticias/Noticia.aspx?Id=12936
http://www.jb.com.br/pais/noticias/2012/01/23/prefeitura-e-pm-negam-mortes-em-acao-no-pinheirinho/
http://oglobo.globo.com/pais/derrubada-de-casas-no-pinheirinho-termina-quarta-diz-pm-3748878


Mensagem final:
A Polícia Militar do Estado de São Paulo, instituição legalista que é, deixa claro que, em seus 180 anos de existência, sempre trabalhou em consonância com o ordenamento jurídico e balizada em três princípios básicos, que são: respeito integral aos direitos humanos, filosofia de polícia comunitária e gestão pela qualidade, sendo seu único escopo o respeito ao cidadão, ao povo brasileiro e às instituições democráticas. E assim sempre será.


Polícia Militar do Estado de São Paulo
Compromisso com o cidadão.

Jose Serra: Comunicado. "Reprovado no Enem"

São Paulo, janeiro de 2012.



Convido-o à leitura do artigo "Reprovado no Enem" (http://www.joseserra.com.br/archives/artigo/reprovado-no-enem), publicado no Estadão de hoje e reproduzido em meu site.

O texto procura explicar a confusão e a desmoralização do Exame Nacional do Ensino Médio - Enem.

Espero a sua visita e o seu comentário.

Cordialmente,

José Serra
www.joseserra.com.br
http://www.facebook.com/timeserra45
http://twitter.com/joseserra_

"Estado de Alerta" Nunca esquecer

Salomão Binestok, presidente da
Sinagoga de Copacabana


O presidente da Sinagoga de Copacabana Salomão Bineztok disse que o Dia Internacional em memória das vítimas do Holocausto tem como objetivo incentivar a sociedade civil a não esquecer a maior tragédia ocorrida no século XX.

“Muito me orgulha que a FIERJ tenha escolhido a nossa sinagoga para realizar este evento. A Kehila Yaacov é uma das Sinagogas ortodoxas mais antigas do Rio de Janeiro, fundada em 1942 por judeus belgas. Se o holocausto não tivesse matado 6 milhões de judeus, talvez, hoje, fossemos 43 milhões em todo o mundo.
Após 73 anos do inicio da Segunda Guerra, o antissemitismo volta a existir tendo Israel como alvo. Precisamos ficar em estado de alerta.”

JUSTIÇA: PRESIDENTE EMILIO MEDICI - O PRESIDENTE


Emílio Garrastazu Médici - 100 anos (04 Dez 1905 - 04 Dez 2005)

Um Homem. Um Caráter. Uma Personalidade. Um Chefe. Um Líder. Um Patriota.

Quem era?

Nascido em Bagé, RS, iniciou sua carreira militar no CMPA, fazendo, em seguida, todos os cursos que o levaram ao oficialato e ao generalato.

Em 1964, era Comandante da AMAN. De onde saiu pra ser Adido do Exército junto à Embaixada Brasileira em Washington, EUA.

Voltou para uma Vice-Chefia do Estado-Maior do Exército, no RJ, de onde Costa Silva, seu antigo chefe e amigo, o levou pra chefiar o SNI.

Registre-se, porque contado por ele mesmo e foi uma clara faceta de seu caráter: primeiro, Costa e Silva o convidou para presidente da Petrobrás, o que não aceitou, declarando que não podia sê-lo, pois nada entendia de Petróleo. Dia seguinte, é chamado de novo, e o novo Presidente da República convidou-o, agora, pro SNI. Pra tal cargo não podia deixar de aceitar, concordaram os dois, pois um oficial, desde seus primeiros postos, que lida com informações. Tinha obrigação de conhecer o assunto.

No posto, que exerceu com absoluta correção, ficou de 15 Mar 67 até o início de 69, quando, promovido a 4 Estrelas (Gen Ex), foi nomeado Comandante do III Exército, com sede no seu RS. Com a morte de Costa e Silva, foi o escolhido - e imposto, pois não o queria - pelo Alto Comando das FFAA para ser o candidato da Revolução à Presidência da República. Eleito pelo Congresso, exerceu o cargo de 30 Out 69 a 15 Mar 74.

Depois se recolheu ao recesso do lar, onde se manteve, até o fim, com total discrição. Embora alguns políticos tenham querido fazê-lo o candidato da Revolução em uma eleição direta, numa fase de transição pro governo dos civis.

Que fez, de importante?

À Revolução de Mar, aderiu de corpo e alma. Desde os seus primórdios que foi, inteligente e discretamente, preparando seus oficiais e depois os próprios cadetes que comandava, pra defesa da Democracia ameaçada pelo próprio Governo da República de então, já entregue e submetido aos comunistas, que, desde a Intentona de 35, queriam tomar o Poder. Ele o fez para defesa da Democracia, como dizia, único regime político em consonância com a nossa tradição histórica. Deflagrada a Revolução e consciente de que a AMAN era a vanguarda das tropas do II Exército que viriam de SP pra enfrentar as tropas legalistas que viessem, como vieram, do RJ, tomou, à falta de outros meios próprios, senão um Batalhão de Serviços, a ousada e cruciante decisão de empregar seus jovens cadetes, sob o comando de seus oficiais, para barrarem as tropas adversas nas alturas de Barra Mansa. O que foi cumprido à exação.

Teve um papel histórico, um dos motivos, talvez, da sua escolha para Presidência. No seu Gabinete de Comandante da AMAN, presente o General Amaury Kruel, Comandante do II Exército, já chegado a Resende com suas tropas, deu-se o final da Revolução vitoriosa. O General Armando de Moraes Âncora que recebeu com as honras militares a que este fazia jus e que viera representando o então Ministro da Guerra, Jair Dantas Ribeiro, gravemente enfermo, reconheceu a vitória da Revolução.

E todos os possíveis enfrentamentos foram de pronto suspensos em todo o País. Foi o complemento da vitória de Médici, do seu espírito de decisão.

Seu governo foi pleno de realizações em todos os campos do Poder.

Extremamente modesto e reservado, mas de grande visão, convocou para o seu Ministério Homens da mais alta qualidade, sem considerar as injunções político partidárias. Carismático, caiu no gosto do povo e criou, então, o mote do "Ninguém segura este país". Quanto à Amazônia, a que deu cuidadosa atenção, dizia e repetia "Integrar, pra não entregar" o Lema do Projeto Rondon, ciente e consciente de que é preciso integrar todo o País, inclusive a comunidade indígena à comunidade brasileira.

O Projeto Rondon foi extinto pelos governos revanchistas, mas agora recriado pelo atual governo, a pedido dos estudantes da UNE, um reconhecimento de seu alto significado e valia. E encheu o nosso peito de gozo quando, em corajosa decisão histórica, ampliou os limites do nosso mar territorial para 200 milhas.
Foram o INCRA, o MOBRAL, o Projeto de Metas e Bases pra Ação de Governo, o Estatuto do Índio, o Plano de Integração Nacional, as rodovias Cuiabá-Santarém e Manaus-Porto Velho. Foi a Refinaria de Paulínia, a maior do País. Foi Ilha Solteira, outra e importante hidrelétrica. E foi, talvez, o maior dos seus feitos, quando no campo social criou o Fundo Rural. Beneficiando, assim, milhares de velhinhos, no interior, e por conseqüência, a economia de pobres municípios. E foram muito mais obras e feitos.

Foi a época do "milagre econômico", chegando a registrar-se um crescimento extraordinário do PIB (cerca de 10% ao ano) e uma inflação que se reduzira a 14%. Foi o aumento da produção industrial, o crescimento das exportações. Um crescimento econômico de que resultou o Brasil passando de 48ª pra 8ª economia do mundo. Foi uma época da diversificação das atividades produtivas, com o surgimento de uma nova classe média. Entre suas obras e que deixaram sua marca, estão aí a grande usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do mundo; a Ponte Rio-Niterói, uma velha e importante aspiração dos fluminenses; e o gesto ousado de lançar a Transamazônica, com o objetivo estratégico de vivificar aquela potentíssima região, futuro de grande potência pro Brasil, que precisa ser defendida pelos brasileiros, a todo o custo, contra a cobiça estrangeira.

Tornou-se um líder nacional, admirado e louvado pela grande maioria do povo.

Seus índices de popularidade ultrapassaram os 80%. Sendo Homem simples, um Homem do povo, tinha suas preferências no futebol, nosso esporte maior, e foi no seu governo que o Brasil consagrou-se Tricampeão Mundial de Futebol, o que festejou de portões do Alvorada abertos à população, ele mesmo - que prognosticara o resultado de 4x1 sobre os italianos - exibindo, com alegria, o Pavilhão Nacional, distendido em suas mãos. Por sua naturalidade como Homem do povo, decerto, foi convidado pra assistir a um importante jogo no Maracanã, parece que um Vasco x Flamengo.

Aceitou, mas chegou atrasado cerca de 10 ou poucos mais minutos. Ao ser anunciada a sua presença, o jogo já começado, todo o Maracanã levantou-se e, de pé, o aplaudiu calorosamente, por alguns minutos. Tal fato jamais acontecera antes, ao anúncio de qualquer grande autoridade com a presença anunciada. As esquerdas, não conformadas, até hoje não lhe perdoam isso, nem ao povo.

No seu governo, foi de extraordinária grandeza: manteve, a despeito dos muitos antagonismos, da incompreensão, o Congresso aberto e não caçou nenhum deputado. Mereceu, sem seu cortejo, o respeito internacional, como Homem digno e totalmente voltado à missão de servir a seu País. Contudo, teve de
combater o crime, e teve que enfrentar movimentos estudantis e sindicais adversos. E pior, teve de fazer frente a grupos armados de esquerda, como a Aliança Libertadora Nacional, de Marighela; e a VAR/Palmares, de Lamarca; e o MR8; e o PC do B; e outros... E teve que enfrentar e resolver os problemas dos seqüestros de diplomatas estrangeiros, como foi o caso do Embaixador Charles Elbrick, dos EUA. E teve que enfrentar, ainda, a guerrilha rural de Ribeira/SP, Caparaó/MG e Araguaia/PA. E, aí, demonstrou a sua extraordinária capacidade de comando. Não cedeu, foi um exemplo de energia e decisão.

Combateu, sem tréguas, os inimigos do Brasil, inimigos da ordem democrática, a serviço de interesses estrangeiros. Não fora assim, teríamos, hoje, as "FARB" - "Forças Armadas Revolucionárias Brasileira", à moda das "FARC" da Colômbia.

Que concluir?

Médici foi, e é, um nome de nossa história, que a posteridade irá reconhecer. A despeito das mentiras que os derrotados pela Revolução, esta que ele tão bem simbolizou, assacam contra ele.

Mas ninguém tira da história - do reconhecimento da história - os que mereceram ficar na história dos grandes e bravos, pelo muito que fizeram pelos seus povos, por sua gente.

Ele foi um Homem, digno desse nome. A Presidência lhe sendo missão cometida que cumpriu com o espírito e a alma voltados para os interesses do país. Um Homem que serviu, e como serviu!

Deus o guarde como os brasileiros devem guardá-lo no Panteão da Glória!

TG 12-002 de Manicoré, AM, um Paradigma

Hiram Reis e Silva, Itacoatiara, AM, 28 de janeiro de 2012.

Si vis pacem, para bellum.

Conheci o Tiro de Guerra de Manicoré graças ao grande amigo e excelente jornalista Walter de Azevedo Filho, da Rede Amazônica. As instalações primorosas e bem cuidadas refletem o êxito da bela parceria que se formou entre a Prefeitura Municipal de Manicoré (PMM) e o Exército Brasileiro (EB). A instalação de uma modelar e bem equipada Unidade Básica de Saúde (UBS), no interior do aquartelamento, com recursos Municipais, permite, hoje, que a população manicorense conte com atendimento de qualidade proporcionado pelos profissionais de saúde do Exército Brasileiro. O equipamento odontológico, de última geração, por sua vez, foi doado pelo judiciário local o que demonstra de forma definitiva que os poderes unidos são capazes de fazer a diferença.
A Escola Municipal, mais conhecida como a “Escola do Tiro de Guerra”, conta, igualmente, com instalações confortáveis, salas de aula climatizadas, quadro branco, e, o que é fundamental, professores qualificados e dedicados. O Capitão De Souza, Instrutor Chefe do TG, que na oportunidade estava se preparando para passar o comando, mostrou-nos as instalações visivelmente emocionado com o resultado dessa “parceria que deu certo” entre o EB e a PMM.

No dia 24 de janeiro, realizamos uma entrevista com o Comandante do Comando Militar da Amazônia (CMA), General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, dileto amigo com o qual tivemos a honra e o privilégio de conviver, como instrutores, na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), no início da década de 80. Um dos assuntos tratados foi o dos Tiros de Guerra e aproveitei a oportunidade para citar o TG de Manicoré como exemplo que deveria ser seguido pelas demais Prefeituras que ao melhorar as instalações dos aquartelamentos estariam fazendo um investimento que resultaria em benefício direto para a população local.
- Histórico

Fonte: Tiro de Guerra 12-002 - Manicoré-AM

A Portaria Ministerial n° 394/Reservada, de 15 de julho de 1996, criou o Tiro-de-Guerra de Manicoré com a designação de TG 12/002. Seu primeiro Diretor foi o Prefeito Municipal Sr. Waldomiro Gomes e seu Chefe de Instrução o 2° Ten R/1 Francisco Edmar Aguiar Medeiros.

O TG iniciou suas atividades em Manicoré, no dia 1° de março de 1997, utilizando provisoriamente as instalações do antigo prédio da Embratel, enquanto se construía sua sede atual, em terreno cedido pela Prefeitura Municipal, com recursos da Fundação Nacional da Saúde.

No dia 17 de julho de 1998, as instalações foram entregues pela Fundação Nacional de Saúde. Em 28 de julho de 1998, após solenidade na Praça da Bandeira, a nova sede foi inaugurada oficialmente pelo Comandante Militar da Amazônia General de Exército Germano Arnoldi Pedrozo, contando com as ilustres presenças do Comandante da 12ª Região Militar General de Brigada Eron Carlos Marques e do Prefeito de Manicoré Sr. Waldomiro Gomes, Vereadores, autoridades, lideranças locais acompanhados de grande número de populares.

O TG recebeu a denominação de “Tiro de Guerra Dr. Edmundo Juarez”, em homenagem ao médico sanitarista de renome internacional, à época Presidente da Fundação Nacional de Saúde, que patrocinou a construção das instalações que a área do TG possui, e que falecera em março de 1998, antes da inauguração do Tiro.

O Tiro de Guerra já formou um contingente de 108 Cabos, sendo 04 mulheres, e 527 Atiradores dos quais 16 do segmento feminino.

Em 19 de novembro de 2011, foi inaugurada pela Prefeitura Municipal de Manicoré, a ampliação da Escola Municipal Dr. Edmundo Juarez; a Unidade Básica de Saúde Lucy Marques Cavalcante e a reforma do Pavilhão de Administração, com a presença do Prefeito em Exercício Lúcio Flávio do Rosário – Diretor do TG, autoridades locais e população em geral.

Seu atual Diretor é o Sr. Manoel Galdino de Oliveira, Prefeito Municipal e seu efetivo é composto por um Instrutor Chefe, um Tenente dentista, um Tenente médico e um Sub-Tenente Instrutor.

- Livro

O livro “Desafiando o Rio-Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, na rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br) e na Livraria Dinamic – Colégio Militar de Porto Alegre. Para visualizar, parcialmente, o livro acesse o link: http://books.google.com.br/books?id=6UV4DpCy_VYC&printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false

Solicito publicação:

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

Vice- Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - RS (AHIMTB - RS);

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS);

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional. Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br E-mail: hiramrs@terra.com.br Blog: http://www.desafiandooriomar.blogspot.com

..............................Play Me





PLAY ME
Toque-me



She was moring
Ela era a manhã
And I was night time
E eu era a noite
I one day woke up
Um dia eu acordei
To find her lying
Para encontrá-la deitada
Beside my bed
ao lado de minha cama
I softly said
Eu disse gentilemente
"Come take me"
"Venha e me tome"
For I've been lonely
Por estar solitário
In need of someone
Precisando de alguém
As though I'd done
E por isso me fazia
Someone wrong somewhere
alguem errado em algum lugar
I don't know where
eu não sei onde
Come lately
Chegou tardiamente

You are the sun
Você é o Sol
I am the moon
Eu sou a Lua
You are the words
Você é a letra
I am the tune
Eu sou a música
Play me
Toque-me

Song she sang to me
Canção ela cantava para mim
Song she brang to me
Canção ela dizia para mim
Words that rang in me
Letras que soavam em mim
Rhyme that sprang from me
Rimas que que brotavam de mim
Warmed the night
aqueciam a noite
And what was right
e deixavam tudo certo
Became me
tornavam a mim

You are the sun
Você é o Sol
I am the moon
Eu sou a Lua
You are the words
Você é a letra
I am the tune
eu sou a canção
Play me
Toque-me

And so it was
E foi então
That I came to travel
que eu tive que viajar
Upon a road
por uma estrada
That was thorned and narrow
que era espinhosa e estreita
Another place
um outro lugar
Another grace
um outro encanto
Would save me
quem poderia salvar-me

You are the sun
Você é o Sol
I am the moon
Eu sou a Lua
You are the word
Você é a letra
I am the tune
Eu sou a canção
Play me
Toque-me

Sábado será de chuva por todo o País, com exceção da região Sul

O último sábado do mês de janeiro será de chuva em quase todas as regiões do País. A exceção é o Sul, onde predomina uma massa de ar seco, deixando o céu com poucas nuvens. Apenas no leste do Paraná e no Vale do Itajaí há expectativa de chuva, de acordo com a Climatempo. O tempo fica instável no Norte e Centro-Oeste, com risco de chuva forte em algumas regiões, assim como no Sudeste, principalmente no Rio de Janeiro. Confira a previsão do tempo por região:
Norte
Neste sábado, o tempo fica chuvoso no Acre, no sudoeste do Amazonas e no extremo norte do Amapá. Há risco de chuva forte e volumosa. Em todas as demais áreas do Norte do Brasil, o sol até aparece em alguns momentos, mas o céu fica sempre com muitas nuvens e também chove a qualquer hora do dia.
Nordeste
O sol aparece entre muitas nuvens e chove a qualquer hora no sul do Piauí e na maior parte do Maranhão. Já na faixa entre o sul da Bahia e o norte potiguar, o sol brilha forte, a nebulosidade diminui e o tempo fica seco. No litoral entre Pernambuco e o Rio Grande do Norte, no norte maranhense e nas demais áreas do Nordeste, o sol também predomina, mas o tempo segue abafado e há previsão de chuva rápida no decorrer do dia.
Centro-Oeste
O tempo fica bastante instável em quase todas as áreas do Centro-Oeste. O sol ainda aparece na Região, mas o céu fica sempre com muitas nuvens carregadas e há previsão de pancadas de chuva a qualquer hora do dia. No oeste de Mato Grosso, o risco de chuva forte persiste. Já no Distrito Federal e no centro-norte de Goiás, o sol aparece mais forte e a chuva acontece a partir da tarde, de forma mais rápida e menos intensa.
Sudeste
Neste sábado, o tempo fica chuvoso no litoral norte de São Paulo, no Vale do Paraíba, no Rio de Janeiro, no sul e na zona da mata de Minas Gerais. Há risco de chuva forte. Já no norte do Espírito Santo e no centro-norte mineiro, o sol predomina e faz calor, mas a nebulosidade aumenta e ocorrem pancadas de chuva a partir da tarde. Nas demais áreas do Sudeste, o sol aparece entre muitas nuvens e chove a qualquer hora do dia, exceto no centro-oeste de São Paulo, que terá no máximo chuviscos.
Sul
O ar mais seco predomina sobre quase todo o Sul do Brasil, deixando o céu com poucas nuvens. Por isso, o sol brilha forte nos três Estados, faz calor à tarde e só há expectativa de chuva no decorrer do dia no Vale do Itajaí e no leste do Paraná, onde o tempo segue instável.

Alves se distancia da presidência da Câmara

Está por um fio a candidatura à presidência da Câmara do líder do PMDB, Henrique Alves (RN), com a metralhadora giratória que ele acionou na tentativa de manter o aliado Elias Fernandes diretor-geral do Dnocs, órgão de combate à seca.

Tragedia no Rio: Chega a 17 o número de corpos encontrados após desabamentos

As equipes de buscas do Corpo de Bombeiros encontraram mais dois corpos, na madrugada deste sábado, nos escombros dos prédios que desabaram no Centro do Rio de Janeiro na última quarta-feira.
Os resgates ocorreram por volta de 0h30 e 2h15. Os bombeiros ainda não divulgaram o sexo e a identidade das vítimas. 
Já o 15º corpo foi localizado por volta de 21h desta sexta-feira , segundo a Secretaria estadual de Defesa Civil. Esse e o 14º corpo foram encontrados no subsolo de um dos prédios que ruíram.
A 15ª vítima fatal do desabamento dos três prédios no centro histórico do Rio de Janeiro foi encontrada no subsolo do edifício de 20 andares, espaço até então desconhecido pelos resgatistas. Pouco mais de uma hora antes, o 14º corpo havia sido encontrado no mesmo local.
Mais cedo, o secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, informou que o 13º corpo foi retirado junto com entulho dos escombros e levado para uma área de descarte. Esse cadáver foi encontrado por equipes da Comlurb que trabalhavam no local.
Segundo a Defesa Civil, quatro corpos que foram encontrados na tarde desta sexta-feira seriam de alunos do curso de informática que funcionava no prédio no momento da ruptura. Pela posição e o agrupamento em que foram localizados, muito próximos e na saída da escada, os bombeiros acreditam que as pessoas teriam percebido o colapso da estrutura e tentaram fugir.. 
O comandante-geral afirmou ainda que não há razão para uma nova vistoria nos prédios que se localizam no entorno. Segundo ele, no primeiro dia de trabalhos de resgate, uma equipe da prefeitura vistoriou a área e constatou que não havia problemas estruturais nos construções que circundam o desabamento. Ainda de acordo com Simões, os prédios estão interditados apenas para facilitar o trabalho dos bombeiros. Ele informou também que assim que as operações forem finalizadas, o que deve ocorrer neste fim de semana, os prédios devem ser liberados. 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Filhota de Hugo Chávez curte umas verdinhas, a Apple e o Justin Bieber


Rosinés Chávez posta foto com mão cheia de dólar na Internet


O Instagram, aplicativo de upload de fotos disponível para produtos da Apple, da filha caçula do presidente Hugo Chávez vem dando o que falar na Venezuela. Nesta semana, Rosinés, de 14 anos, postou uma foto sua com cheia de dólares na mão. A imagem provocou indignação já que políticas decretadas por seu pai dificultam há quase uma década o câmbio da moeda americana no país.
Nas redes sociais, muitos venezuelanos comentaram a foto com irritação. Muitos explicaram que não conseguiam trocar os bolívares venezuelanos pelo dólar por causa do limite, imposto pelo governo desde 2003, para a compra da moeda americana. Alguns venezuelanos acabam não conseguindo quantia suficiente para viajar ou para fechar negócio.
A imagem também serviu para opositores de Chávez criticarem a retórica do presidente contra o capitalismo e o consumismo. Alguns chegaram a manipular a foto, substituindo o dinheiro por xícaras de café ou sacos de açúcar, produtos que, vez ou outra, se tornam escassos nos mercados venezuelanos.
No Twitter, a mãe de Rosinés, a jornalista Marisabel, separada de Chávez desde 2003, defendeu a filha.
"Eu disse para ela que o erro não era tirar a foto, mas postá-la num meio onde pessoas ignorantes não respeitam os outros", escreveu a mãe no microblog.
Ano passado, o Instagram de Rosinés virou manchetes no país depois que a adolescente postou uma foto ao lado de Justin Bieber, durante um show do cantor canadense em Caracas. Para opositores, a foto foi uma prova do estilo de vida da família Chávez.
yahoo.com/
http://vindodospampas.blogspot.com/2012/01/filhota-de-hugo-chavez-curte-umas.html