segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Caminhada pela liberdade religiosa leva FIERJ ao RJTV

A quarta caminhada contra a intolerância religiosa, organizada pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), levou 180 mil pessoas à
Copacabana neste domingo. O evento, que tem por objetivo mobilizar o povo contra as diversas manifestações de preconceito, reuniu seguidores de diferentes credos.

Antes da caminhada, líderes das diversas religiões se reuniram no Colégio Israelita Eliezer Steinbarg Max Nordau, gentilmente cedido pela instituição, para uma coletiva com a imprensa. Judeus, umbandistas, católicos, evangélicos, muçulmanos, espíritas, ciganos, Hare Krishna, candomblecistas e kardecistas foram unânimes na defesa do diálogo interreligioso como a principal arma para combater a intolerância.

A presidente da Federação Israelita do Rio de Janeiro, Sarita Schaffel, enfatizou que a comunidade judaica trabalha lado a lado com o CCIR e participa da caminhada desde a sua primeira edição, estando presente em todas as manifestações que lutam contra qualquer forma de intolerância e desigualdade. “Valorizamos a coexistência entre todas as religiões na esperança de construirmos uma mundo melhor e mais justo".



Ivanir dos Santos, um dos responsáveis pela CCIR, afirmou que a diversidade é um dos bens mais preciosos que possuímos. "Temos que trabalhar arduamente no sentido de conscientizar as pessoas que, independente das crenças, a união é o mais importante".

O Diretor para Assuntos Islâmicos da Federação das Associações Muçulmanas do Brasil, Sheikh Khaled Taky El Din, falou da importância de declarar a liberdade de cada religião e os direitos de cada um e que somente através do diálogo é possível combater o preconceito.

O evento contou também com a presença de autoridades, entre elas, a chefe da Policia Civil do Rio de Janeiro, Marta Rocha e do deputado federal Carlos Minc.

Segundo cálculos dos organizadores cerca de 200 mil pessoas participaram da caminhada numa demostração de que somente com o respeito à diversidade e o diálogo entre as religiões é possível a convivência pacífica entre os povos.

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