Após se reunir com a presidente Dilma Rousseff, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) disse que considera justas as reivindicações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina. Eles estão mobilizados nesta semana em 20 Estados e no Distrito Federal, pedindo solução para o endividamento de assentamentos e o assentamento de mais de 60 mil famílias hoje acampadas em todo o País.
"Gente, as dívidas são reais", disse a senadora, que deve ingressar no futuro partido PSD e se declara "independente" no Congresso Nacional. Ela foi recebida por Dilma Rousseff e pelo ministro da Agricultura Mendes Ribeiro.
Ao comentar a necessidade de uma política agrícola capaz de não penalizar os produtores, assunto tratado na reunião com a presidente, Kátia Abreu chegou a pregar a "união" em meio às dificuldades. "É preciso se unir na dificuldade e encontrar um modelo para cada tipo de agricultor no Brasil", disse.
A senadora disse que a política agrícola precisa ser inclusiva. "Somente 10% dos agricultores brasileiros fazem parte do chamado agronegócio. É preciso aumentar esse número. Existe um número muito grande de agricultores no País com uma renda muito baixa."
No encontro com Dilma, Kátia assumiu o compromisso de não se opor ao governo na votação do Código Florestal no Senado, pauta polêmica que divide ambientalistas e ruralistas. "Nós estamos dispostos a conversar para construir um consenso, que fique bom para os ambientalistas e para o pessoal do agronegócio", comentou a senadora.
Sobre a ocupação de prédios públicos promovida na terça-feira pelo MST em todo País, inclusive no prédio do Ministério da Fazenda, Kátia disse não estar ciente. "Eu não sabia que tinham invadido o ministério, vocês estão me contando agora. Ela (presidente Dilma) não comentou nada."
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