quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Rebeldes líbios lutam contra últimos bolsões de resistência

Os rebeldes líbios tentavam nesta quinta-feira assumir o controle dos últimos bolsões de resistência em Trípoli e se aproximar de Sirte, a cidade natal e reduto do coronel Muammar Kadafi, o antigo "guia" cuja captura agora tem um preço. No exterior, a era pós-Kadafi começa a ser planejada. A ONU examina a liberação dos ativos líbios para ajudar os rebeldes e a França anunciou uma conferência dos "amigos da Líbia" no dia 1º de setembro em Paris.
Quatro jornalistas italianos foram sequestrados em uma viagem entre Zawiyah e Trípoli. Um grupo de combatentes leais a Kadafi matou o motorista do grupo. Ao mesmo tempo, os mais de 30 jornalistas retidos desde sábado no hotel Rixos, perto do quartel-general de Kadhafi, foram liberados com a ajuda da Cruz Vermelha. Na quarta-feira à noite os rebeldes controlavam o Rixos, sem violência.
Durante a quarta-feira, os combates prosseguiram em Bab al-Aziziya, nos arredores do complexo residencial do ditador, e no bairro vizinho de Abu Slim, reduto das tropas leais ao regime. Os rebeldes pareciam controlar o centro da capital, incluindo a Praça dos Mártires, antiga Praça Verde, símbolo do regime. Mas durante o dia, as ruas permaneceram quase desertas em consequência da presença de francoatiradores.
Para os rebeldes combatentes em Trípoli, outra prioridade é assegurar o controle que leva ao aeroporto, onde enfrentavam grande resistência.
O paradeiro de Kadhafi continua um mistério e os rebeldes anunciaram uma recompensa de 1,7 milhão de dólares (dois milhões de dinares líbios) a quem encontrá-lo, vivo ou morto.
Os rebeldes também ofereceram anistia a qualquer pessoa ligada ao regime que capturar ou matar o ditador.

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