terça-feira, 23 de agosto de 2011

Sobre corrupção, policia, crime: RJ: juiz diz que resposta a morte de Patrícia Acioli será dada

O juiz da 1ª Vara Criminal de Bangu, Alexandre Abrahão, é um dos marcados para morrer. No currículo, carrega a decretação da prisão de mais de 50 policiais envolvidos na máfia dos caça-níqueis e condenação contra o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Atuou dois anos na Auditoria Militar, que julga militares do Estado que cometem crimes em serviço. Após a execução da juíza Patrícia Acioli, a segurança do juiz foi reforçada ainda mais por ordem do presidente do Tribunal de Justiça, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos.
O Dia - As balas usadas para matar Patrícia são da PM. O crime organizado dentro do Estado é o maior inimigo?
Alexandre Abrahão - Certamente. Por corromper agentes do Estado, acham que são donos do Estado. Portanto, são os mais perigosos. Estou há 12 anos na magistratura e classifico o bandido travestido de policial como o maior inimigo.
O Dia - Os tiros que mataram Patrícia atingiram também a Justiça. Como o senhor avalia essa consequência?
Alexandre Abrahão - Sempre que me encontrava, a Patrícia dizia que ela era 'eu de terno'. A morte dela demonstra o avanço dos criminosos dentro do Estado. Eles sequer se deram ao trabalho de usar munição importada. Mas a resposta será dada.
O Dia - É muito difícil conviver com a escolta?
Alexandre Abrahão - É uma vida de privação. O ex-presidente do Tribunal de Justiça Luiz Zveiter foi o primeiro a reforçar a minha segurança e agora, o atual, Manoel Alberto Rebêlo dos Santos, aumentou em função de ameaças. Isso não atinge só ao juiz, mas a família também.

Nenhum comentário:

Postar um comentário