quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jovens decentes protestam em frente ao STF contra aborto


Na quarta-feira da próxima semana, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciam o julgamento de um tema polêmico que tramita na Corte - a possibilidade legal de aborto nos casos em que os fetos apresentem anencefalia. Nesta terça-feira, integrantes do Movimento Nacional de Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto fizeram manifestação em frente ao STF para tentar influenciar os ministros a votarem contra a legalização do aborto.
O plenário da Corte irá analisar o pedido feito em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS). A entidade defende a descriminalização do aborto em caso de gravidez de feto anencéfalo. A CNTS alega ofensa à dignidade humana da mãe o fato de ela ser obrigada a carregar no ventre um feto que não sobreviverá depois do parto.
Ainda em 2004, o ministro Marco Aurélio (relator) concedeu liminar para autorizar o aborto nesses casos, para gestantes que assim decidissem, quando a deformidade fosse identificada por meio de laudo médico. À época, o ministro Marco Aurélio afirmou que, "diante de uma deformação irreversível do feto, há de se lançar mão dos avanços médicos tecnológicos, postos à disposição da humanidade não para simples inserção, no dia-a-dia, de sentimentos mórbidos, mas, justamente, para fazê-los cessar".
Pouco mais de três meses depois, o plenário do STF decidiu, por maioria de votos, cassar a liminar concedida pelo relator. A discussão, bastante controversa, foi tema de audiência pública no STF, conduzida pelo ministro Marco Aurélio, em 2008, ocasião em que estiveram presentes representantes do governo, especialistas em genética, entidades religiosas e da sociedade civil. Foram ouvidas 25 diferentes instituições, além de ministros de Estado e cientistas, entre outros, cujos argumentos servem de subsídio para a análise do caso por parte dos ministros do STF.

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