Ralph J. Hofmann
A imprensa internacional se dedica a verter lágrimas de crocodilo sobre as coitadinhas das centenas de milhões de islâmicos que estão sendo trucidadas por não mais de 14 milhões de judeus espalhados pelo mundo. Há até uma decisão votada na ONU acusando Israel (ou seja, por associação os judeus do mundo) de serem genocidas dos Palestinos.
A manipulação da imprensa é tão intensa e generalizada que muitos judeus passaram a ostentar culpa sobre o assunto. Países europeus, em parte não querendo atrair o mau olhado islâmico sobre si, hoje fazem coro discreto a essa teoria de genocídio judeu sobre o Islã. Apontar o assassinato de judeus, apontar o lançamento de mísseis sobre populações judias é um esforço inútil. A atitude á que “Os judeus devem ter aprontado alguma para que os islâmicos os ataquem”. É mais ou menos como a atitude freqüente quando uma mulher recama de ser estuprada. “Alguma coisa ela deve ter feito para atrair a atenção dos cinco estupradores”. De vítima passa a cúmplice do próprio massacre.
Enquanto isto os islâmicos tratam de impor uma condição de sociedade separada nos países para onde se transferem.
Lembrem-se, os judeus viveram em guetos por imposição das sociedades onde viviam. Sempre que se lhes permitiu viver normalmente foram cidadãos normais que apenas professavam uma religião diferente. O gueto moderno não era mais fechado, nem tinha mais separação social do que aquele dos japoneses do bairro Liberdade ou italianos do Bexiga.
Os islâmicos pleiteiam uma separação. E como tal não contribuem para os países onde estão. Não são como os italianos, alemães, escandinavos, poloneses russos, chineses, japoneses, etc. que vieram às Américas e compõem a tapeçaria variada de culturas de todos os países das Américas como também constroem uma população que inerentemente é um pouquinho de todos eles, sobre bases inglesas, irlandesas, portuguesas, espanhola dos primeiros colonizadores.
Mas há outro aspecto que me leva ao teclado hoje.
Em 1967, por ocasião do fim da Guerra dos Seis Dias eu estava conversando com estudantes americanos, muitos dos quais viriam a participar dos movimentos de 68. Eram inteligentes. Um deles comentando as notícias que vinham do Oriente Médio disse;
“Eu espero que Israel agora dê um show de compartilhamento de suas tecnologias para recuperação de terras aráveis na região, transferindo tecnologias aos vizinhos, como símbolo de paz. “
Anos depois fiquei sabendo, por um cientista húngaro, cujo governo o emprestara a entidades árabes para criar projetos de irrigação e recuperação de terras, controle de erosão e assoreamento, que de fato, soubera no Cairo de ofertas de Israel para, independentemente de qualquer tratado de paz, transferir “know-how”e participar de projetos nos países árabes neste sentido. As ofertas haviam sido rechaçadas. E mais, qualquer tratativa de transferir estas tecnologias através de outros país, mesmo a Hungria que era comunista vinham com a marca de Satã por serem oriundas de Israel.
As técnicas de Israel para recuperação de terras são um trabalho constante. Inicialmente em terras compradas aos turcos antes da primeira guerra mundial fizeram pequenas experiências, com mais tiros n’água do que sucessos. Aos poucos foram descobrindo o
que funcionava. Iniciaram o reflorestamento com um pinus da Turquia. Depois descobriram outro nativa, quase extinto e recriaram esta árvore em quantidade.
Foram descobrindo métodos de irrigação sucessivamente mais econômicos, foram descobrindo o reabastecimento de aquíferos. Os aquíferos da região são de pequena monta comparados com o nosso Aqüífero Guarani, mas estão constantemente sendo reabastecidos nos anos de muita chuva.
A produção agropecuária de Israel tem crescido enquanto seu consumo de água tem baixado. Seu reaproveitamento de águas usadas e servidas é único no mundo. Seu aumento constante de cobertura, não só florestal como de vegetação de savana, que protege o solo é constante. E a parte da população ocupada nestes afazeres, que em 1948 era considerável, agora não passa de 3,5%.
Nada que não pudesse ser feito em Gaza ou na Margem Ocidental. O óbvio seria dizer que o país tem muitos PhDs para criar estas coisas. Sim, mas essencialmente os pais desses PhDs. Podem ser vistos em fotos antigas arando a terra e capinando com enxadas. Fica a memória de autores como as de Arthur Koestler descrevendo os primeiros meses de uma colônia tipo kibutz. Ninguém ali era passageiro. Ninguém podia comandar sentado. Todos trabalhavam. Não tinha comissário de partido.
Não há realmente nenhum interesse dos islâmicos em promover o bem estar gera do povo palestino. Se fosse uma questão de promover alimentação, educação, serviços médicos e uma vida feliz haveria maneiras de criar isto, e com mais facilidade do que foi feito por Israel, administrando seus aleijões oriundos dos campos de extermínio e enfrentando sessenta anos de ataque constantes. O mundo despeja dinheiro e recursos em Gaza e na Margem Ocidental num tal volume que poderiam executar programas para fazer em anos o que Israel fez em cem anos se considerarmos os primeiros colonos de Theodor Herzl ainda no fim do século XIX.
O problema é genocida mesmo. Querem fazer uma limpeza étnica e depois ocupar um país moderno e rentável livre de judeus.
E trarão consigo o deserto, pois tudo que ali há existe às custas de trabalho, muito trabalho que não pode ser substituído por dinheiro.
E Espanha, Dinamarca, Noruega que se cuidem. O Islã é um mau mestre. É um mau vizinho. Estiveram um dia às portas de Viena. Estiveram no Sul da França. Querem tudo de volta e mais o que puderem agarrar. E são ecocidas. Trazem consigo o deserto às terras verdejantes. O Sul do Líbano que o diga. Nas mãos de extremistas islâmicos sua ecologia está se desfazendo por falta de cuidados.
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