MacGlue o escocês mais ítalo-brasileiro do mundo, encarrapitado nas terras altas do estado de São Paulo, sorvendo seu Glenn Pitú de 12 anos enquanto ouve seu tocador de gaita de foles pessoal tocar o hino de Clan MacGlue celebrando o pôr do sol ajeita seu gorro escocês na cabeça, acomoda o saiote que ameaça subir pelas partes (nunca deveriam fazer saiote de poliéster estampado), aspira seu palheiro de palha de milho híbrido americano importado e fumo de corda da República Dominicana e critica, não acerbamente, e sim reflexivamente uma imagem que evoquei em artigo recente.
Tece considerações sobre a imagem que eu fiz de que isto ou aquilo seria “tão falso como uma nota de cento e cinqüenta reais”. Pondera que no Clan MacGlue o máximo que se faz são notas de três reais.
Na realidade pensei maduramente na nota de 3 reais. Cheguei à conclusão de que considerando o esforço para produzi-la só uma casa da moeda poderia arcar com o custo de uma cédula de tão baixo valor.
Aquele que não for possuidor de uma Casa da Moeda, como a que tinha Lula e que agora foi transferida para Dilma enfrenta certos custos operacionais. Para ele o custo de mandar gravar as chapas, conseguir o papel especial, tintas, etc. afora organizar uma distribuição, se não tiver uma rede de bancos, exige notas mais altas.
Se me pegarem distribuindo notas de 20 ou 50 ou 100 reais feitos na minha “guitarra” serei um falsário.
Mas se eu produzir notas de R$ 150,00, inexistentes na economia brasileira, talvez emitidas pelo GS&RJH assinadas por M. Guglielmi diretor de “Um Banco Central” não terei falsificado coisa alguma, simplesmente terei criado uma cédula de dinheiro, que, se apresentada junto com uma nota de cem reais e uma de cinqüenta dará direito a cento e cinqüenta reais de mercadorias.
Sugiro ao MacGlue que se produzir estas notas poderá realizar imediatamente a reforma da torre leste do Castelo de Clan MacGlue. Não faltarão empreiteiras interessadas em adquirir grandes quantidades destas notas.
Arre! O ambiente neste país está ficando tão devasso que até eu estou começando a procurar alguma picaretagem que beneficie a mim e meus amigos.
(*) Lembra o golpe da guitarra. O vigarista aborda a vítima na rua e, depois de contar uma história bem triste - do tipo "minha esposa está doente, por isso preciso de dinheiro!" -, lhe mostra uma máquina incrível: você coloca uma folha de papel comum em branco de um lado da maquininha e roda a manivela; do outro lado, uma surpresa! Sai uma nota parecida com uma verdadeira!
O vigarista, para dar maior credibilidade à sua máquina, propõe à vitima de irem a algum banco para que se faça um teste. O caixa do banco atesta que a nota é verdadeira (porque é mesmo!). A vítima, pensando em obter lucro pessoal, compra a tal máquina. Nunca mais consegue fazer uma notinha sequer.
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