A Fundação São Paulo, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), divulgou nota nesta sexta-feira em que coloca à disposição do Ministério da Agricultura os valores recebidos até o momento para a capacitação de servidores da pasta referentes a licitação que teria sido fraudada com timbres da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A Fundação São Paulo venceu a licitação em agosto de 2011, em contrato de R$ 9,1 milhões, do qual já foram pagos R$ 5 milhões, de acordo com a Folha de S.Paulo. O contrato seria o núcleo de um dos episódios que levaram à queda do ministro Wagner Rossi (PMDB), que pediu demissão na quarta-feira em meio a denúncias de irregularidades. A FGV diz jamais ter se interessado pela licitação. O lobista Júlio Fróes foi acusado de distribuir propina a funcionários após assegurar o contrato para a Fundação, que nega que o lobista a representasse.
Na nota, a mantenedora da PUC-SP afirma estar diante de um "sentimento de engano, que a todos nós assola" e garante que, embora o pagamento do contrato esteja suspenso, as atividades previstas estão sendo executadas. A Fundação diz que "está colocando à disposição do Ministério da Agricultura" os valores recebidos e que, "em razão dos acontecimentos, deliberou constituir uma Comissão de Investigação, já em funcionamento, para a apuração do ocorrido, dentro do prazo hábil ao pleno esclarecimento da verdade".
De acordo com a Fundação São Paulo, será contratada uma auditoria externa para investigar os procedimentos que cercam o contrato. A nota se encerra afirmando que a mantenedora da universidade "reitera sua intenção de colaborar com todas as autoridades, disponibilizando inclusive documentos, pois é a maior interessada na apuração dos fatos para esclarecimento da verdade".
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