O Egito prometeu proteção às embaixadas no país, após a representação diplomática de Israel no Cairo ter sido atacada em distúrbios que deixaram três mortos e cerca de mil feridos e que tensionaram as relações bilaterais.
O governo militar interino egípcio disse neste sábado que os manifestantes envolvidos no ataque à embaixada israelense, na véspera, serão julgados em cortes emergenciais.
O país se declarou em estado de alerta e convocou uma reunião de emergência do gabinete militar interino. A imprensa relatou que o premiê egípcio, Essam Sharaf, ofereceu sua renúncia após o episódio de sexta, mas o pedido foi negado pelo líder militar do país, Hussein Tantawi.
Após as preces de sexta-feira, os manifestantes invadiram o prédio da embaixada israelense no Cairo, entraram nos escritórios consulares e, segundo autoridades, destruíram documentos.
O embaixador israelense abandonou o Egito na madrugada deste sábado e, horas depois, todos os funcionários da embaixada e seus familiares - cerca de 80 pessoas - foram evacuados do local.
Uma autoridade sênior de Israel disse à BBC que o ataque à representação diplomática no Egito foi uma séria ameaça às relações entre os dois países - um dos pontos de equilíbrio para a paz no Oriente Médio.
Observadores dizem que o incidente marca um agudo escalonamento nas tensões bilaterais e testa os 30 anos do tratado de paz entre Israel e Egito.
Sob o regime linha-dura de Hosni Mubarak, os laços entre os dois países haviam sido estáveis, após anos de conflitos. Mas, agora que o ex-presidente egípcio foi deposto, Israel teme que um governo menos favorável seja implementado no Cairo.
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