sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Forças sírias matam 12 em protestos contra governo - ativistas

As forças sírias mataram 12 pessoas nesta sexta-feira e ocuparam zonas rurais no entorno da capital, Damasco, para tentar reprimir os protestos contra o presidente Bashar al Assad, que já duram seis meses.
Apesar da mobilização, os ativistas relataram manifestações na periferia da capital, na província de Idlib (norte) e em outras partes da Síria. "No rumo para derrubar o regime", diziam cartazes citados pelos ativistas.
Após ocupar várias cidades em agosto para esmagar os protestos, o Exército sírio passou, nas últimas semanas, a agir também em zonas rurais, caçando ativistas e desertores, realizando prisões generalizadas e matando dezenas de pessoas.
Na noite de quinta-feira a TV estatal transmitiu uma entrevista com um dos mais graduados desertores, o tenente-coronel Hussein Harmoush, em que ele aparentemente recua de declarações que fizera e diz que nunca recebeu ordens para atirar em manifestantes.
Não ficou claro como Harmoush, que desertou em junho, acabou por voltar a Damasco. A Turquia negou rumores de que tenha entregado o militar às autoridades sírias.
As operações militares no norte da Síria motivaram uma nova leva de refugiados para a Turquia, segundo autoridades turcas, e na noite de quinta-feira as forças sírias penetraram 200 metros no território do Líbano para perseguir "fugitivos", segundo o Exército libanês. Fontes libanesas disseram que um libanês ficou ferido.
Ativistas disseram que a maioria das mortes desta sexta-feira ocorreu na zona rural da cidade de Hama e na montanhosa região de Jabal al Zawiya, perto da Turquia - ambas cenários de operações militares na semana passada.
Manifestantes também foram mortos na periferia de Damasco, incluindo um menino de 12 anos, e em Homs, 165 quilômetros ao norte, segundo os ativistas.
O governo sírio expulsou do país a maior parte dos jornalistas estrangeiros, o que dificulta a confirmação dos relatos feitos por ativistas e autoridades.
A ONU diz que 2.600 civis já foram mortos em seis meses de repressão aos protestos, que são parte da onda de rebeliões populares que ficou conhecida como Primavera Árabe, e já levou à derrubada dos governos na Tunísia, no Egito e na Líbia.
As autoridades sírias dizem que os mortos são 1.400, sendo metade deles soldados e policiais, e que os distúrbios são causados por gangues armadas com apoio de potências estrangeiras.
A agência estatal de notícias Sana afirmou na sexta-feira que um policial foi morto e quatro outros ficaram feridos na província de Deraa (sul) ao serem "alvejados por grupos armados".

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