O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, acusou nesta segunda-feira integrantes do Partido dos Trabalhadores de terem orquestrado a saída do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do primeiro escalão do governo federal. O parlamentar disse "não ter dúvida" da participação do governador da Bahia, Jaques Wagner, e da advogada Marília Muricy, cujo voto na Comissão de Ética Pública da Presidência da República foi favorável à demissão de Lupi.
"Não tenho nem dúvida que (Marília Muricy) foi (influenciada). Ela era secretária do Jaques Wagner e no outro dia o Jaques Wagner passou por aqui (Brasília). Tem gente do PT que ajudou a organizar essa saída do ministro Lupi. A gente acha estranho que aliados possam fazer o que fizeram com o ministro Lupi", afirmou Paulinho da Força. "Tenho certeza de que tem gente do PT, tanto é que a Marília era secretária do Jaques Wagner. Tem toda uma ligação, um trabalho que foi feito para ter uma decisão até sem a presidente saber."
Após a Comissão de Ética Pública recomendar o afastamento de Lupi, a própria presidente pediu esclarecimentos ao colegiado, exigindo explicações sobre os argumentos que levaram-no a defender a exoneração de seu auxiliar.
O deputando também relembrou que Marília já teve problemas com uma acusação de racismo quando era secretária de Direitos Humanos do governo Wagner, na Bahia. Ela foi acusada de racismo pelo ex-diretor do Procon, Sérgio São Bernardo. A advogada sustenta que a demissão do ex-chefe do Procon ocorreu por irregularidade administrativa. Ele teria desobedecido a autoridade dela ao manter no cargo o secretário-executivo do Fundo Gestor de Defesa do Consumidor, embora o servidor já tivesse sido exonerado.
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