sábado, 18 de fevereiro de 2012
Navios de guerra iranianos no Mediterrâneo para 'mostrar o poder ...
Apenas pela segunda vez desde a Revolução Islâmica de 1979, barcos de guerra iranianos entraram neste sábado no Mediterrâneo após atravessar o Canal de Suez, anunciou o comandante chefe da Marinha, o almirante Habibolá Sayyari, citado pela agência oficial Irna.
O destróier Shahid Qandi e seu barco de abastecimento Kharg atravessaram o Suez, mas sua rota continua incerta. De acordo com Sayyari, o objetivo da operação, a segunda em um ano, é "mostrar o poder da República islâmica do Irã" para os países da região e levar uma "mensagem de paz e amizade".
Segundo a Irna, Sayari afirmou: "A Marinha estratégica da República Islâmica do Irã atravessou o Canal de Suez pela segunda vez desde a Revolução Islâmica." Segundo uma fonte ouvida pela agência Reuters, as embarcações podem estar em direção à Síria, país aliado de Teerã que está em meio a uma revolta popular há 11 meses.
A primeira operação de barcos de guerra iranianos no Mediterrâneo desde a Revolução islâmica de 1979 provocou em fevereiro de 2011 duras reações de Israel e Estados Unidos. A missão marítima ocorre em meio ao aumento de tensão do Irã com Israel.
Nesta semana, o governo iraniano anunciou avanços em seu programa nuclear, levantando especulações de que o Estado judeu pode lançar um ataque contra as instalações nucleares do Irã. Israel também culpou o Irã por ataques recentes contra alvos israelenses na Geórgia, na Índia e por uma conspiração terrorista na Tailândia, acusações de Teerã rejeita.
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A chefe de relações exteriores da União Europeia, Catherine Ashton, e sua homóloga americana, Hillary Clinton, felicitaram na sexta-feira o envio de uma carta pelo Irã na qual o país dizia estar pronto para retomar as conversações sobre seu programa nuclear.
O principal negociador do Irã para os temas nucleares, Said Jalili, propôs durante um encontro das potências do grupo 5+1 (EUA, China, Rússia, França, Reino Unido e Alemanha) a retomada na "primeira oportunidade" das negociações sobre o programa nuclear iraniano, sempre e enquanto forem respeitados seu direito à energia atômica com fins pacíficos.
O chanceler britânico William Hague, por sua vez, afirmou na sexta-feira que as ambições nucleares do Irã poderiam desencadear uma "nova Guerra Fria", mais perigosa que a dos países ocidentais com a União Soviética.
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