O ataque aconteceu quando os alunos estavam chegando para as aulas da escola Ozar Hatorah , pouco depois das 8h.+
Toulouse - Um homem em uma scooter abriu fogo em frente a uma escola judaica em Toulouse, no sudoeste da França, nesta segunda-feira, matando pelo menos três crianças e um adulto. Um adolescente de 17 anos também estaria gravemente ferido.
O adulto morto seria Yonatan Sandler, de 29 anos, um rabino israelense que havia se mudado recentemente para a França e que dava aulas no colégio, segundo o jornal israelense “Yediot Ahronot”. Ele foi assassinado junto com seus filhos Gabriel, de três anos, e Arie, de seis anos. A quarta vítima seria a filha do diretor da escola, com idade entre oito e dez anos, disse à TV israelense Rahamin Sabag, rabino que trabalha no local.
Os tiros foram disparados contra um grupo de pais e alunos, em um ponto de desembarque das crianças. Dois tipos de cápsulas foram encontrados no local.
A cidade está cercada enquanto a polícia procura o atirador. O departamento antiterrorista da França abriu uma investigação sobre os três casos nesta segunda-feira. Segundo o chefe do departamento, François Molins, os crimes foram “qualificados como assassinato e tentativa de assassinato relacionados com uma rede terrorista”.
No domingo passado, um militar francês foi assassinado a tiros em uma rua de Toulouse. Ele não estava com o uniforme e pilotava uma moto também sem identificação militar. Na quinta-feira, mais dois militares morreram e outro ficou gravemente ferido em Montauban, cidade vizinha a Toulouse. Os três homens eram de origem africana. Nos dois casos, o autor dos disparos fugiu em uma scooter e usou armas do mesmo calibre das encontradas na escola.
— Apesar de ser muito cedo para dizer se eram ou não as mesmas armas, há semelhanças — afirmou Pierre-Henry Brandet, porta-voz do Ministério do Interior, citando o uso da motocicleta e o local dos ataques.
Sarkozy e Hollande viajam a Toulouse
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, viajou para Toulouse com o presidente do Conselho de Representantes Judeus da França, Richard Prasquier, e com o ministro da Educação, Luc Chatel. Sarkozy classificou o ataque de “drama abominável” e “tragédia assustadora”.
— Podemos dizer que toda a França foi atingida por essa horrível tragédia — afirmou o presidente.
O socialista François Hollande, adversário de Sarkozy nas eleições presidenciais, também anunciou sua ida ao local do tiroteio “para prestar solidariedade às famílias e à comunidade judaica da França”, acrescentando que foi “um evidente ato antissemita”. Hollande decidiu suspender sua campanha eleitoral por causa do crime. Em comunicado, Marine Le Pen, candidata da extrema-direita, condenou o atentado e pediu que as autoridades “façam todo o possível para evitar outra tragédia”, de acordo com o jornal francês “Le Monde”. Diversas autoridades e políticos franceses também manifestaram solidariedade às famílias das vítimas.
O ministro do Interior da França, Claude Gueant, interrompeu uma visita no nordeste da França e também viajou para a cidade. Israel se disse “horrorizado” pela notícia. A imprensa francesa informou que a segurança foi reforçada em todas as escolas judias do país.
A França tem uma das maiores comunidades judaicas da Europa e registrou 389 casos de antissemitismo em 2011, de acordo com o Conselho de Representantes Judeus do país.
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