Ralph J. Hofmann
Mais uma torta de nata está voando. Vai acertar em cheio a Ministra Idelí Salvatti. E parece que, possivelmente, apenas possivelmente, “ainda haja juízes em Berlim”.
A fórmula de ungir parceiros políticos para posições estratégicas, não importa quão despreparados sejam, a soberba com que estes dispõem da coisa pública na certeza da impunidade acaba de atingir mais uma dependência da Ministra. Agora é seu ex-marido, pilhado comendo marmelada com a mão e com o rosto besuntado.
No último dia 18 a Justiça determinou, o bloqueio dos bens do presidente da Eletrosul, Eurides Luiz Mescolotto. Outros quatro gerentes e nove funcionários da estatal também tiveram seus bens bloqueados. A liminar ordena "a indisponibilidade de bens em nome de todos os réus até o valor de R$ 86.093,17".
“Em 2009, a Eletrosul havia contratado, naquele ano, a empresa Newfield Consulting para a prestação de consultoria na área de planejamento e gestão. A empresa, então, subcontratou a nora de Mescolotto, Maria Solange Fonseca, casada com Filipe Mescolotto, filho do presidente da estatal com a ministra Ideli Salvatti.
O Ministério Público denunciou a improbidade administrativa, entrando com uma ação civil pública de indenização por dano moral. No dia 18 de maio, então, a Justiça decidiu, em primeira instância, bloquear os bens dos réus envolvidos na contratação da Newfield.
Segundo o coordenador do Sindicato dos Eletriciários de Florianópolis e Região, Mário Jorge Maia, o contrato com a consultoria foi de R$ 320 mil. A empresa Mescolla Comunicação e Planejamento também é alvo da determinação.
A Eletrosul se posiciona dizendo que a contratação de consultoria especializada na área de planejamento estratégico corporativo e de comunicação social, realizada em 2009, seguiu rigorosamente as normas internas de seleção de fornecedores e obedeceu plenamente a lei de licitações vigente. “
Texto de apoio: Videversus – jornalista Victor Vieira.
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