Ralph J. Hofmann
A foto com que o Editor ilustrou meu artigo “Socorro” traz à tona uma das maiores injustiças perpetradas no campo da propriedade intelectual.
O Guglielmo Maroni da foto que o Giulio colocou para ilustrar o artigo era um pastor de castanhas que passava muito tempo solitário nas montanhas pastoreando suas castanhas. Apenas se comunicava uma ou duas vezes ao ano quando comerciantes portugueses passavam pela região para comprar castanhas devidamente lavadas e depiladas.
Um de seus amigos portugueses um dia anunciou que deixava o negócio de castanhas, pois os franceses estavam inventando o “marron glacé” e os brasileiros estavam falsificando castanhas com batatas doces tingidas. O Português iria doravante juntar-se aos seus irmãos na frota do bacalhau na costa do Canadá.
Guglielmo Maroni não teve dúvidas. Entregou ao português uma tralha estranha, que fizera nas longas noites de inverno nas montanhas e pediu que o mesmo a usasse durante a viagem para testes de comunicação. Assim aperfeiçoou seu rádio sem fio, com ajuda de certo Joaquim Manuel de Manoel primeiro radio operador naval do mundo.
Testada a tralha deu entrada com o pedido de patente. Contudo certo carcamano imoral chamado Guglielmo Marconi ouviu falar da invenção e fechou um sobrinho de nove anos no banheiro do Instituto de Marcas e Patentes no fim do dia. Na calada da noite adicionou um “C” ao nome Maroni.
Foi assim que Guglielmo Marconi conseguiu a patente e assim acender as luzes que iluminaram o Cristo Corcovado.
(Veja: Crônicas do Africano Doido – Não confundir com o crioulo doido apesar de que o africano não sendo crioulo pode ser chamado de crioulo sem problemas. Se fosse crioulo daria uma baita pena de prisão.).
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