Nesta quinta-feira, o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) pediu à CPI que investigasse as informações sobre o encontro de Cavendish com membros da comissão e denunciou a existência de uma "tropa do cheque" para proteger a Delta nas investigações.
A Delta é apontada pela Polícia Federal como integrante do esquema criminoso montado por Cachoeira, preso desde 29 de fevereiro por corrupção, formação de quadrilha e outros crimes. De acordo com a PF, a Delta, maior detentora de contratos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com negócios em vários Estados, repassou dinheiro a empresas fantasmas controladas por Cachoeira.
No plenário hoje, Alvaro Dias lamentou a postura de alguns parlamentares que tiveram a "ousadia de tentar justificar a não convocação de Cavendish". Na quinta-feira, a decisão de chamar o empreiteiro à comissão foi adiada. "O empresário teve o acinte de afirmar que compraria um senador com R$ 6 milhões, e agora a comissão se recusa a ouvi-lo. Ou seja, há não só omissão, há conivência e cumplicidade daqueles que não aceitam convocá-lo para que possa ser devidamente questionado e responsabilizado pelos seus atos", afirmou o tucano.
"É preciso recolocar a CPI nos trilhos da investigação para valer, valorizando o essencial, que é o desvio do dinheiro público, por meio das operações da Delta tendo Cachoeira como principal traficante de influência", afirmou Dias.
Ainda conforme o senador, ficou claro que recursos volumosos saíram dos cofres públicos, especialmente do governo federal por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para a conta bancária da empreiteira. "Da Delta, o dinheiro saía para o dinheiro alimentava contas bancárias de integrantes da quadrilha Carlos Cachoeira. Isso está explícito nos documentos sigilosos que chegam à CPI."
Julgamento de Demóstes
Sobre a tentativa da defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) de suspender, por meio de um mandado de segurança, o processo administrativo a que responde no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Alvaro Dias argumentou que se trata de um julgamento político. "Demóstenes teve toda oportunidade de se defender no Conselho, onde falou o tempo que desejou, e na CPI, onde preferiu ficar calado. O que ocorre no Congresso é um julgamento político com regras próprias. Cabe ao Congresso definir os rumos deste processo."
Sobre a tentativa da defesa do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) de suspender, por meio de um mandado de segurança, o processo administrativo a que responde no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, Alvaro Dias argumentou que se trata de um julgamento político. "Demóstenes teve toda oportunidade de se defender no Conselho, onde falou o tempo que desejou, e na CPI, onde preferiu ficar calado. O que ocorre no Congresso é um julgamento político com regras próprias. Cabe ao Congresso definir os rumos deste processo."
Demóstenes Torres responde a processo disciplinar no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar, depois que foi flagrado em escutas telefônicas da Polícia Federal em conversas com Carlinhos Cachoeira. O relatório final, a cargo do senador Humberto Costa (PT-PE), vai ser apresentado na próxima segunda-feira.
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